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Febre amarela avança e reforça alerta para vacinação como principal forma de prevenção

A febre amarela, doença infecciosa viral transmitida por mosquitos, segue como uma preocupação relevante de saúde pública no Brasil. Causada por um vírus disseminado principalmente pelos vetores Aedes aegypti e Haemagogus, a enfermidade pode evoluir rapidamente e apresentar quadros graves, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal.

De acordo com especialistas, a doença se manifesta inicialmente com sintomas comuns a outras infecções, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Na chamada fase inicial, os pacientes costumam apresentar febre, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas, vômitos e dores musculares — principalmente na região das costas. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com viroses leves, o que pode atrasar a busca por atendimento médico.

No entanto, a progressão da doença pode levar à fase tóxica, considerada a mais grave. Nesse estágio, há risco elevado de complicações, com sintomas como febre alta, vômitos intensos, icterícia (pele e olhos amarelados), dores abdominais, urina escura e até manifestações hemorrágicas. A evolução para esse quadro pode colocar a vida do paciente em risco, exigindo internação imediata.

Diante desse cenário, autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção contra a febre amarela. A imunização é gratuita, oferecida em postos de saúde e administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade. Além disso, a recomendação é que a vacina seja aplicada ao menos dez dias antes de viagens para áreas com risco de transmissão.

A proteção conferida pelo imunizante é duradoura, com eficácia comprovada ao longo dos anos, sem perda significativa de proteção com o tempo. O público-alvo prioritário inclui pessoas entre 9 meses e 59 anos, faixa considerada segura para a aplicação da vacina na maioria dos casos.

Com a circulação do vírus ainda presente em diversas regiões do país, especialistas alertam que manter a vacinação em dia é essencial não apenas para a proteção individual, mas também para evitar surtos e reduzir o impacto da doença no sistema de saúde.

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