A Mercedes realizou, nesta segunda-feira, 2, o lançamento do carro W17, veículo que será utilizado na disputa da temporada 2026 da Fórmula 1. No evento, Toto Wolff, chefe da equipe, falou sobre como os alemães conseguiram explorar uma brecha no regulamento da categoria para modificar o seu motor.
"Eu não consigo entender o motivo de algumas equipes se concentrarem mais nas outras e ficarem argumentando sobre um caso que é muito claro e transparente. A comunicação com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) foi sempre muito positiva, e não só sobre a taxa de compressão", disse Toto.
A Mercedes conseguiu aumentar a taxa de compressão dos cilindros de cada motor. A medida consiste em quantas vezes a mistura de ar e combustível é comprimida no local, que, segundo as novas regras da FIA, é de 16 para 1.
No entanto, a verificação deste quesito é realizado antes do início da corrida, com o veículo parado em temperatura ambiente. Com o calor crescente do veículo na pista, a equipe alemã, e também a Red Bull, aproveitaram para construir os cilindros com um tipo de material que se expande com o aumento da temperatura e amplia a taxa de compressão.
"É muito claro o que o regulamento diz. É muito claro como os procedimentos são em quaisquer motores, ou mesmo fora da Fórmula 1. Então organizem as m***** de vocês. Ficar fazendo reuniões secretas, enviando cartas secretas e tentando inventar maneiras de testar que simplesmente não existem... Eu acho que posso dizer, pelo menos da nossa parte, que estamos tentando minimizar as distrações. E minimizar as distrações significa focar mais em nós do que nos outros" criticou Wolff.
"Talvez sejamos diferentes. Talvez vocês queiram achar desculpas antes mesmo de terem começado, para justificar porque as coisas não estão bem", completou.
A Mercedes dos pilotos George Russell e Kimi Antonelli inicia a nova temporada da F1 no começo de março. O time disputa a primeira corrida do ano no dia 8, no GP da Austrália, em Melbourne.
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