O assessor especial do Ministério da Fazenda Rafael Dubeux disse nesta sexta-feira, 3, que a expectativa da Pasta é seguir com emissões de títulos soberanos sustentáveis na ordem de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões por ano nos próximos exercícios. Ele falou com a imprensa no balanço o Plano de Transformação Ecológica (PTE).
"Pode ter uma emissão de R$ 1 bilhão, às vezes pode ser de R$ 2 bilhões, pode ser de R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão, mas a ordem de grandeza, a ideia é seguir, mais ou menos, nesse patamar para a gente preservar uma curva de juros que traga liquidez para a movimentação desses títulos. Nem uma emissão muito pequena seria conveniente, porque pode perder a liquidez desses recursos, e uma emissão tão grande também é desnecessária", afirmou.
O PTE foi lançado em dezembro de 2023 e é coordenado pelo Ministério da Fazenda. Segundo a Pasta, ele compreende instrumentos financeiros, mecanismos de mercado e marcos regulatórios voltados a ampliar o financiamento sustentável, atrair capital privado e dar previsibilidade a setores estratégicos da transformação ecológica.
Participação de China, Coreia, Japão no TFFF
Rafael Dubeux afirmou que a Pasta está discutindo com países asiáticos para uma possível adesão ao Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, em inglês) e que segue otimista com o resultado da iniciativa. Ele falou com a imprensa no balanço o Plano de Transformação Ecológica (PTE).
"Então, a ideia era, ao longo desse ano, a gente conseguir atingir a meta de ter compromissos de US$ 10 bilhões de outros países. Nessa semana, eu acabei de voltar agora do Japão, anteontem (1 de julho) e na semana passada a gente estava na China com o ministro Dario Durigan, entre outros assuntos, para discutir a eventual participação também da China, do Japão e de outros países em aportes no fundo", afirmou.
O TFFF é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, uma iniciativa voltada a manter as florestas tropicais "de pé". Pelas informações disponíveis, a ideia é que ele dependa de contribuições estatais para começar a funcionar, e o governo brasileiro vem tratando do tema em conversas bilaterais com outros países para viabilizar esses aportes.
"A gente segue otimista quanto ao resultado que isso pode ter até a próxima COP. Esse é o esforço que está sendo feito", declarou.
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