O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 16 empresários e banqueiros para um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília, na noite de segunda-feira (31). O encontro durou cerca de três horas e teve como pano de fundo a tentativa de aproximação do governo com o mercado a pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições. Também participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros das áreas econômicas e presidentes de bancos públicos.
O setor financeiro esteve representado por André Esteves, do BTG Pactual; Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco; Roberto Setubal, do Itaú Unibanco; e Ricardo Lacerda, do BR Partners. Da indústria e da construção vieram Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), André Gerdau Johannpeter (Gerdau), Josué Gomes (Coteminas), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim Cimentos) e Rubens Menin (MRV).
A lista se completou com nomes de outros setores da economia: Joesley Batista (JBS), Eraí Maggi (Grupo Bom Futuro), José Luís Cutrale Júnior (Cutrale), Henrique Constantino (Gol), José Seripieri Filho (Amil), João Alves de Queiroz Filho (Hypera Pharma) e Chaim Zaher (Grupo SEB). A composição, que mistura bancos, agronegócio, alimentos, aviação, saúde, farmacêutica e educação, dá a medida do alcance pretendido pelo governo na conversa.
Segundo relatos de participantes, a pauta girou em torno de juros, situação fiscal, dívida pública e desenvolvimento da indústria brasileira. Lula teria minimizado as preocupações com o avanço do endividamento público, apostando na projeção de crescimento da economia como contrapeso. O encontro ocorre num momento em que o governo busca reduzir resistências no meio empresarial, e a leitura predominante no mercado é de que a iniciativa tem forte componente eleitoral — avaliação que o Planalto não confirma.
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