O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem "resistência" quanto à possibilidade de sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ocupar cargos no Poder Executivo. As declarações ocorreram no programa Canal Livre, da emissora Band.
De acordo com publicação do site da emissora neste domingo, 1º de março, Costa Neto elogiou o potencial político da esposa de Bolsonaro. "A Michelle é um fenômeno, ela tem um carisma impressionante", afirmou.
Porém, o presidente do PL apontou falta de entusiasmo por parte do ex-presidente. "O Bolsonaro não queria a Michelle no Executivo, ele tem essa resistência", disse.
Costa Neto também afirmou que o partido trabalha com diversas opções para a sucessão de Bolsonaro, mas declarou que o "fenômeno Michelle" é real e mensurável em pesquisas de intenção de voto.
Flávio Bolsonaro
O presidente nacional do PL apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível sucessor do ex-presidente da República e disse que o parlamentar "raciocina mais" e "ouve mais os outros".
De acordo com publicação do site da emissora, Costa Neto descreveu Flávio como "equilibrado" e classificou Jair Bolsonaro como "não uma pessoa normal como nós".
O presidente do PL também disse que a escolha de Flávio como possível sucessor foi uma decisão pessoal do pai, como objetivo de manter o seu nome em evidência e garantir a continuidade do seu legado político.
Ele citou nomes como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao comentar sobre a escolha do vice na chapa de Flávio.
Confiança nas urnas eletrônicas
O presidente nacional do Partido Liberal afirmou ainda que sempre confiou nas urnas eletrônicas, ao ser questionado sobre a volta da pauta do voto impresso. De acordo com publicação do site da emissora, ele disse ter sido pressionado por Bolsonaro a entrar com uma ação questionando as urnas, mesmo sem provas de irregularidades.
"O pessoal da direita briga comigo por causa disso, mas eu sempre confiei nas urnas", disse o presidente da legenda.
Ao comentar sobre a pressão de Bolsonaro, Costa Neto confessou arrependimento pela decisão que resultou em uma multa de R$ 22,9 milhões e no bloqueio das contas do partido. "Ele estava abatido demais, eu não queria contrariar", disse o dirigente partidário.
Ele também descreveu o impacto financeiro da multa como devastador, segundo a emissora. "Nós ficamos sem um tostão", disse.
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