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Em agenda com mulheres, Flávio Bolsonaro rechaça aliado que diz que mulher vota mal
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Diário de Notícias

DN.

Em agenda com mulheres, Flávio Bolsonaro rechaça aliado que diz que mulher vota mal

Num encontro promovido com aliadas mulheres nesta quarta-feira, 1º, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repudiou uma declaração de seu amigo Paulo Figueiredo, mencionou a madrasta Michelle Bolsonaro, com quem vive uma crise, e ouviu das participantes propostas e pedidos de união, além de elogios pessoais.

A agenda foi organizada para arrefecer o desgaste causado com o público feminino após Michelle divulgar um vídeo acusando o enteado de tê-la "humilhado, maltratado e desrespeitado".

Na esteira da polêmica o comunicador Paulo Figueiredo, braço direito de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, criticou a ex-primeira-dama e declarou que as mulheres votam mal, principalmente as solteiras, que não têm os maridos para influenciá-las positivamente.

"Eu queria repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Ele está completamente equivocado, e não faz parte da minha campanha", declarou no começo do encontro. A cena foi divulgada nas redes sociais de aliados.

Flávio disse que Figueiredo é um aliado que tem ajudado o bolsonarismo dos Estados Unidos, e que por isso as pessoas tentam "colocar no seu colo" as declarações do aliado. De declaração de Figueiredo foi dada no dia 25 de junho e o senador levou mais de uma semana para se reposicionar.

Ao fim do encontro, ele voltou a discursar, quando pediu união contra eventuais divergências internas. "A gente não pode cair nessa. A esquerda sempre tenta nos separar", disse.

Além de Flávio, outras lideranças discursaram, de senadoras e deputadas federais até vereadores de diversas cidades. Alguns discursos puderam ser ouvidos da rua lateral da mansão que sediou o evento, no Lago Sul, em Brasília.

"Nós temos o candidato mais bonito, mais jovem", afirmou a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), antes de defender que Flávio, se eleito, promova políticas de armamento e combate à violência doméstica. "A polícia não pode estar em todos os lugares e as mulheres precisam se defender".

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), próxima de Michelle, disse que, se eleito, Flávio poderá nomear três ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e "mudar a história do Brasil".

"Nosso inimigo é o PT, é a esquerda. A única chance que temos é com o candidato que o presidente Bolsonaro indicou. Flávio é o nosso líder e será o nosso presidente. Mas isso depende principalmente de nós mulheres. Precisamos levar a mensagem para todas as mulheres. Imagina o Lula reeleito. Tudo o que é ruim hoje vai piorar", discursou ela.

"O 8 de Janeiro ainda está vivo. Flávio eleito será anistia para todos, os brasileiros que estão fora poderão voltar ao País", disse ela.

A ex-presidente da Caixa Federal no governo Bolsonaro, Daniella Marques, que vem ganhando proeminência na equipe de Flávio e coordena a parte de políticas para as mulheres da pré-campanha, apresentou os quatro eixos do programa voltado a esse eleitorado: empreendedorismo, saúde, família e segurança.

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