O real recua diante da aversão ao risco global na manhã desta segunda-feira, 13. O dólar à vista subia 0,48%, a R$ 5,0358 pouco depois das 9h30.
Lá fora, o dólar e rendimentos dos Treasuries se valorizam e bolsas caem. Os contratos futuros de petróleo seguiram em alta de mais 7%, ignorando relatório mensal da Opep divulgado mais cedo, que apenas reiterou projeções para demanda e a oferta da commodity neste ano e no próximo, apesar das tensões no Oriente Médio.
Operadores seguem na expectativa de que os EUA comecem a bloquear os portos iranianos nas próximas horas, depois do fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim de semana. Persistem dúvidas, porém, se o bloqueio se estenderá ao Estreito de Ormuz.
O boletim Focus trouxe também uma piora nas projeções de IPCA. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, ultrapassando o teto da meta de inflação (4,50%), enquanto a estimativa para 2027 também avançou, de 3,85% para 3,91%, segundo o Banco Central. Já para 2028 e 2029, as projeções permaneceram estáveis, em 3,60% e 3,50%, respectivamente, indicando expectativas mais ancoradas no longo prazo.
No exterior, França e Reino Unido vão liderar esforços para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não fará parte de um bloqueio dos portos iranianos pelos EUA.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo também manteve a projeção de produção de combustíveis líquidos do Brasil em 2026, com alta de 210 mil bpd (4,6 mi bpd), e prevê crescimento também em 2027 (+140 mil bpd). As projeções de PIB brasileiro foram mantidas em 2,0% (2026) e 2,2% (2027), assim como para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026, em 3,1% e para 2027, em 3,2%.
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