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Diário de Notícias

DN.

Dólar encerra em leve baixa, em sintonia com movimento global

O dólar à vista escalou a R$ 5,19, no maior nível intradia desde 30 de março, na tarde desta terça-feira, 9, assim que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos responderiam ao ataque do Irã que derrubou um helicóptero do país. Com o passar das horas, porém, sem confirmação de retaliação, o estresse do mercado diminuiu, ajudado também pela perda de força do dólar frente a pares fortes.

O dólar à vista fechou a R$ 5,1775 (-0,05%), após mínima de R$ 5,1508 (-0,56%) pela manhã e máxima de R$ 5,1935 (+0,20%) à tarde. Por volta das 17h, o contrato futuro do dólar para julho cedia 0,36%, a R$ 5,2050, e o índice DXY, que mede a divisa americana contra seis pares fortes, recuava 0,08%.

O especialista em soluções de investimentos da Monte Bravo, Rodrigo Franchini, afirmou que notícias sobre a guerra no Oriente Médio têm aumentado a volatilidade e que, nas últimas semanas, as declarações de Trump seguem um padrão de "fala e não fala, vai e não vai".

Os acontecimentos desta terça-feira ilustram esse cenário. O mercado amanheceu com a declaração de Trump de que um acordo com o Irã estaria próximo, com "uma boa chance" de um pacto ser assinado em "dois ou três dias".

Contudo, por volta das 13h40, os ativos inverteram o comportamento positivo e o dólar à vista escalou a R$ 5,19 após o republicano publicar, na Truth Social, que os EUA revidariam um ataque do Irã, que derrubou um helicóptero americano no Estreito de Ormuz.

"É óbvio que isso joga o risco e a volatilidade para cima, mas, conforme as horas vão passando, o mercado vai ficando menos arredio", afirma Franchini.

O câmbio operou volátil nesta tarde, entre leve alta e leve baixa, ponderando dois pontos: a mudança de narrativas envolvendo o conflito no Oriente Médio e o fato de que o dólar já vem acumulando uma alta de mais de 2,6% no mês de junho.

Para o analista Rafael Passos, da Ajax Asset, o retorno do dólar para terreno negativo após o ruído envolvendo Trump e Irã é justificado pela "recuperação do real, após alta do dólar dos últimos dias". Contudo, ele acrescenta que o recuo dos rendimentos dos Treasuries e a queda do DXY ajudam os emergentes de maneira geral.

Observando o comportamento do petróleo, a visão prevalecente, por ora, é de leve otimismo sobre as negociações envolvendo EUA e Irã. O contrato futuro do Brent para agosto fechou em baixa de 2,97%, a US$ 91,45 o barril. Adicionando visão benigna aos mercados, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o tráfego marítimo pelo trecho de Ormuz está aumentando "de forma muito significativa" conforme o conflito com o Irã continua.

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