O dólar opera em leve baixa ante o real, acompanhando a desvalorização do índice DXY da moeda americana frente as principais, após a forte alta provocada pelo tom mais duro do Federal Reserve. Após os ruídos gerados pelo comunicado do Copom, o mercado aguarda a ata da reunião, na próxima terça-feira. Ontem, o dólar à vista subiu 1,32%, a R$ 5,1752, acumulando alta de 2,62% em junho, mas ainda com queda de 5,7% em 2026.
No exterior, o acordo entre Estados Unidos e Irã alivia parte da pressão sobre o petróleo, mas o adiamento das negociações e os ataques de Israel ao Líbano mantêm incertezas. A liquidez é reduzida pelo feriado de Juneteenth nos EUA.
Acalma um pouco o petróleo a US$ 80, mas a volatilidade continua sendo um vetor importante para o câmbio, tanto pelos impactos sobre a inflação global quanto pelo efeito sobre moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.
Aqui, é esperado o anúncio de medidas do governo para combater o mercado ilegal de apostas esportivas. Embora o tema tenha impacto limitado sobre o câmbio, o mercado acompanha possíveis efeitos sobre a arrecadação e o quadro fiscal. A próxima semana entra no radar, pois serão divulgados a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária (RPM) e o IPCA-15 de junho.
Mais cedo, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou a Operação Juro Zero para investigar um suposto esquema de operações financeiras irregulares com descontos em folha de servidores do Distrito Federal. Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS. A operação também tem como alvos o BRB e o PicPay, com 50 mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal, São Paulo e Curitiba.
Pesquisa RealTime Big Data no Tocantins mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, Flávio tem 41% das intenções de voto, ante 40% de Lula.
Nos EUA, segundo pesquisa AP-NORC, 65% dos americanos desaprovam a condução de Donald Trump em relação ao Irã, mesmo após o acordo preliminar de paz. A aprovação geral do presidente permaneceu em 37%, sem mudança em relação a maio.
No Reino Unido, Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, voltou ao Parlamento após vencer uma eleição suplementar nesta quinta-feira, e quer desafiar Keir Starmer para se tornar o próximo primeiro-ministro do país.
Na Rússia, o Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano, citando desaceleração gradual da inflação. A autoridade monetária sinalizou que poderá realizar novos cortes, dependendo da evolução dos preços, das expectativas inflacionárias e das condições econômicas internas e externas.
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