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Dispositivos vestíveis se popularizam fora do esporte e ampliam presença no dia a dia

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Relógios inteligentes, pulseiras digitais e outros dispositivos vestíveis deixaram de ser acessórios restritos a atletas e entusiastas do esporte. Nos últimos anos, esses aparelhos passaram a ocupar um espaço crescente no cotidiano da população, sendo usados não apenas para atividades físicas, mas também para monitorar saúde, produtividade, sono, estresse e até rotinas de trabalho.

O avanço da tecnologia embarcada e a redução de custos ampliaram o acesso a esses dispositivos, que hoje oferecem funções como medição de batimentos cardíacos, níveis de oxigenação do sangue, qualidade do sono, gasto calórico, contagem de passos, controle de agenda e notificações integradas ao celular. Em ambientes urbanos, tornou-se comum ver pessoas utilizando esses equipamentos no trabalho, em deslocamentos e em atividades domésticas.

Na área da saúde, os vestíveis ganharam relevância como ferramentas de acompanhamento contínuo. Profissionais utilizam dados coletados pelos dispositivos para observar padrões de sono, variações de frequência cardíaca, indícios de estresse e comportamento sedentário. Em alguns casos, essas informações auxiliam na prevenção de doenças, no acompanhamento de tratamentos e na mudança de hábitos.

O ambiente corporativo também passou a adotar esses recursos. Empresas utilizam dispositivos vestíveis em programas de bem-estar, prevenção de acidentes e monitoramento de condições de trabalho. Em setores como indústria, logística e saúde, eles já são usados para acompanhar fadiga, postura, localização e até exposição a riscos.

Outro fator que impulsiona a popularização é a integração com serviços digitais. Os dados coletados podem ser conectados a aplicativos de saúde, bancos, planos de bem-estar e plataformas de produtividade, ampliando o papel dos vestíveis como centros pessoais de informação.

Especialistas apontam que essa expansão traz benefícios, mas também desafios. Questões ligadas à privacidade, segurança de dados e dependência tecnológica ganham espaço no debate público, já que esses dispositivos lidam com informações sensíveis sobre o corpo e o comportamento dos usuários.

A tendência é que os dispositivos vestíveis continuem a se diversificar e se tornem cada vez mais discretos, precisos e integrados ao ambiente. Ao ultrapassar o universo esportivo, eles passam a redefinir a relação das pessoas com a própria saúde, com o trabalho e com a tecnologia, consolidando-se como uma das frentes mais visíveis da transformação digital do cotidiano.

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