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Direitos do paciente com câncer ainda enfrentam desconhecimento no Brasil, apesar de garantias legais

Mesmo com uma série de direitos assegurados por lei, pacientes com câncer no Brasil ainda enfrentam desafios para acessar plenamente os benefícios previstos na legislação. O desconhecimento — tanto por parte da população quanto, em alguns casos, das próprias instituições — segue como uma das principais barreiras para que esses direitos sejam efetivamente garantidos no dia a dia.

Entre as garantias fundamentais está o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde, além do início obrigatório do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico, conforme estabelece a chamada “Lei dos 60 dias”. Também há previsão para a realização de exames em até 30 dias, medida essencial para acelerar o diagnóstico e aumentar as chances de sucesso no tratamento.

A legislação assegura ainda que o paciente tenha acesso a informações claras sobre seu estado de saúde, incluindo diagnóstico, opções terapêuticas e evolução do quadro clínico. O direito ao prontuário médico, exames e relatórios também é garantido, assim como o atendimento prioritário e a possibilidade de contar com um acompanhante durante o tratamento — aspectos que contribuem para maior dignidade e segurança no cuidado.

Além das questões médicas, existem direitos sociais e financeiros relevantes. Pacientes com câncer podem ter acesso a benefícios previdenciários pelo INSS, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, além da possibilidade de saque do FGTS e do PIS/Pasep. Em determinados casos, também há isenção de Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria e direito a transporte gratuito ou com desconto, dependendo da legislação local.

Outro ponto importante é o acesso a cuidados paliativos e ao acompanhamento por equipes multiprofissionais, que incluem médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Esse suporte integral é essencial para garantir qualidade de vida durante todas as fases da doença, não se limitando apenas ao tratamento curativo.

Os direitos estão previstos em legislações como o Estatuto da Pessoa com Câncer (Lei nº 14.238/2021) e outras normas federais que regulamentam o acesso ao diagnóstico, tratamento e benefícios sociais. Ainda assim, especialistas reforçam a importância da informação como ferramenta de cidadania. Conhecer esses direitos é um passo fundamental para que pacientes e familiares possam reivindicá-los e enfrentar a doença com mais respaldo e proteção.


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