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Dermatite atópica: inflamação crônica da pele afeta milhões e exige controle contínuo

A dermatite atópica, uma inflamação crônica da pele de origem alérgica, é uma das doenças dermatológicas mais comuns no Brasil e no mundo. Não contagiosa, a condição provoca lesões recorrentes, coceira intensa e períodos de crise que impactam diretamente a qualidade de vida de crianças e adultos. Especialistas alertam que, embora não tenha cura, o controle adequado pode reduzir significativamente os sintomas e evitar complicações.

A doença se manifesta principalmente com vermelhidão, inchaço, descamação e formação de pequenas bolhas ou crostas. A pele costuma ficar extremamente seca e sensível, o que intensifica a coceira — um dos sintomas mais marcantes. Em muitos casos, o ato de coçar provoca feridas que podem evoluir para infecções secundárias. Pessoas com histórico de rinite alérgica ou asma apresentam maior predisposição, reforçando a relação da dermatite atópica com o chamado “perfil atópico”.

As áreas mais afetadas variam conforme a idade. Em crianças, as lesões aparecem com frequência nas dobras dos braços e joelhos, além do pescoço e da parte frontal dos cotovelos. Em adolescentes e adultos, também são comuns manifestações nas mãos, pés e face. O padrão crônico é caracterizado por períodos de melhora intercalados com fases de agravamento.

Entre os principais desencadeadores das crises estão banhos muito quentes e prolongados, exposição a ácaros, poeira e pólen, contato com água do mar ou piscina, transpiração excessiva e infecções por germes ou fungos. Alimentos também podem atuar como gatilho em alguns pacientes. Por isso, dermatologistas recomendam rotinas específicas de cuidado, como hidratação frequente da pele, uso de sabonetes suaves e controle de fatores ambientais.

O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro e pode incluir cremes anti-inflamatórios, imunomoduladores e, em casos mais severos, medicamentos sistêmicos ou terapias biológicas. O acompanhamento médico é fundamental para ajustar a abordagem e prevenir complicações.

Mais do que uma questão estética, a dermatite atópica é uma doença inflamatória que exige atenção constante. Informação, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento são pilares para garantir qualidade de vida aos pacientes.

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