Familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores poderão prestar as últimas homenagens ao jornalista Renato Machado nesta sexta-feira, 17. O velório ocorre no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, reunindo pessoas que acompanharam a trajetória de um dos profissionais mais respeitados da televisão brasileira.
Renato Machado morreu na manhã de quinta-feira, 16, aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. Segundo informações divulgadas pela Globo, a causa da morte foi insuficiência cardíaca. Após a cerimônia de despedida, o corpo será encaminhado para cremação.
A cerimônia de despedida será realizada na Capela 8 do Memorial do Carmo, com visitação aberta entre 11h30 e 14h30. Em seguida, o corpo do jornalista será cremado em uma cerimônia reservada à família.
A morte de Renato Machado gerou grande comoção entre profissionais da imprensa e telespectadores que acompanharam sua carreira ao longo das últimas décadas. Em nota, a Clínica São Vicente lamentou o falecimento e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do jornalista.
Trajetória marcante no jornalismo
Carioca, Renato Machado era formado em Direito, mas decidiu seguir a vocação pelo jornalismo. Antes de chegar à televisão, trabalhou como ator, dublador e integrou o serviço brasileiro da BBC, em Londres. Em 1969, iniciou sua carreira no Jornal do Brasil, onde permaneceu por mais de uma década.
Em 1982, ingressou na TV Globo e construiu uma carreira que atravessou gerações. Foi apresentador do Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV, além de integrar a bancada do Jornal Nacional. Também atuou como correspondente internacional em Londres e repórter especial, tornando-se referência pela credibilidade e pelo estilo sereno de apresentar as notícias.
Coberturas históricas e reconhecimento
Ao longo da carreira, Renato participou da cobertura de acontecimentos que marcaram a história mundial e brasileira. Entre eles estão a Guerra das Malvinas, o desastre nuclear de Chernobyl, a Guerra do Golfo, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, a morte de Ayrton Senna e os atentados terroristas na Europa.
Entre 1996 e 2010, esteve à frente do Bom Dia Brasil, período em que participou da reformulação do telejornal e ajudou a consolidar um formato mais dinâmico e próximo do público. Anos depois, retornou a Londres como correspondente e acompanhou novos acontecimentos internacionais, como os ataques ao jornal Charlie Hebdo e a crise econômica na Grécia.
Últimos anos e legado
Depois de deixar a função de correspondente, Renato passou a atuar como repórter especial do Globo Repórter. Um de seus trabalhos mais lembrados foi a reportagem "A arte como passaporte", indicada ao Emmy Internacional na categoria de Atualidades, por mostrar como projetos culturais transformavam a vida de crianças e jovens brasileiros.
O jornalista encerrou sua trajetória na TV Globo em 2021. Nos últimos anos, dedicou-se à produção de conteúdo nas redes sociais, compartilhando uma de suas maiores paixões, o universo dos vinhos e da enologia.
Com mais de 40 anos de carreira, Renato Machado deixa um legado de profissionalismo, elegância e compromisso com a informação. Sua trajetória permanece como uma das mais importantes da história do telejornalismo brasileiro.
0 Comentário(s)