O Consulado do Irã em Hyderabad, na Índia, ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais na terça-feira, 18, e reivindicou o Estado da Califórnia como território iraniano.
"Novo território da República Islâmica do Irã", escreveu o consulado em uma postagem no X acompanhada de um mapa dos EUA, no qual a Califórnia é o único Estado que aparece em azul. No topo da imagem, está a frase: "Estados Unidos da América exceto a Califórnia".
A publicação foi uma resposta a outra postagem, feita duas horas antes pela Casa Branca, que compartilhou uma imagem divulgada por Trump na Truth Social, na qual o Estreito de Ormuz é apresentado como o "novo território dos EUA".
Dados do Instituto de Política Migratória mostram que, em 2019, mais da metade de todos os imigrantes iranianos nos EUA viviam na Califórnia, sendo 29% no Condado de Los Angeles. Segundo a entidade, naquele ano, cerca de 385 mil iranianos viviam no território americano.
Ormuz
Washington e Teerã divergem sobre o controle do estreito - que fica entre Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã - desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro. A via marítima passou a maior parte dos últimos seis meses bloqueada pelo Irã em resposta às ações americanas na região.
Na segunda-feira, 17, Trump ameaçou bombardear Omã, aliado dos EUA, caso o país tente interferir nas negociações sobre o fim da guerra e o controle de Ormuz. No fim de semana, Teerã havia anunciado que estava conversando com Mascate para definir em conjunto uma nova rota marítima para navios que atravessem o estreito.
"Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump, segundo a emissora americana Fox TV.
Já na terça-feira, 18, o presidente americano afirmou que não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com o Irã. "O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas", escreveu Trump na Truth Social.
O Irã, por sua vez, ameaçou nesta quarta-feira, 19, os países do Golfo que prestam qualquer tipo de apoio ao Exército dos EUA.
"Avisamos: qualquer assistência e facilitação prestada ao exército agressor dos EUA equivale à participação nas operações militares americanas", afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, segundo a agência de notícias Mehr.
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