O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 2,1 pontos em março, para 93,6 pontos, recuperando parte da queda registrada em fevereiro (-2,5 pontos), segundo informações da Fundação Getulio Vargas. Na média móvel trimestral, o índice avançou 0,8 ponto.
"As empresas recuperam a confiança e o primeiro trimestre registra resultados mais favoráveis que os do último trimestre de 2025, confirmando projeções de retomada do crescimento. Na comparação com o último trimestre de 2025, houve avanço dos indicadores de forma disseminada entre os segmentos setoriais, alavancada, especialmente por um maior otimismo em relação à demanda esperada para os próximos meses", disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, em relatório.
"O setor de infraestrutura mostrou maior otimismo, impulsionado pela expectativa de crescimento em 2026 com base em investimentos privados já contratados e no ciclo eleitoral. Entretanto, o cenário atual segue marcado por pessimismo moderado, com a escassez de mão de obra sendo um dos principais entraves aos negócios", destacou
Em março, a melhora da confiança foi puxada tanto pela percepção sobre o momento atual quanto pelas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) aumentou 2,4 pontos, para 93,4 pontos - o maior nível desde março de 2025 (93,9 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 1,9 ponto, para 94,0 pontos.
No recorte do momento presente, os dois componentes do ISA-CST também melhoraram: o indicador de situação atual dos negócios subiu 2,0 pontos, para 91,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos cresceu 2,8 pontos, alcançando 95,2 pontos.
Do lado das expectativas, o indicador de demanda prevista para os próximos três meses registrou alta de 2,5 pontos, para 96,9 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve avanço de 1,2 ponto, chegando a 91,0 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção subiu 0,5 ponto porcentual em março, para 77,6%. O NUCI de Mão de Obra recuou 0,1 p.p., para 78,6%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos avançou 0,6 p.p., para 72,3%.
Com o maior otimismo em relação à demanda, também aumentou a intenção de contratar. Em março, 26,8% das empresas informaram que pretendem ampliar o contingente de trabalhadores, contra 10,7% que indicaram redução.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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