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O acesso à internet já faz parte da rotina da maioria das crianças e adolescentes no Brasil — e começa cada vez mais cedo. Dados recentes revelam que 95% desse público já utiliza a rede, evidenciando como a tecnologia se tornou central no desenvolvimento, no lazer e na educação das novas gerações.
Um dos números que mais chama atenção é que 24% das crianças começaram a se conectar antes dos 6 anos de idade, fase considerada crucial para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Além disso, 38% já produzem e publicam conteúdos próprios, como textos, fotos ou vídeos, o que amplia as possibilidades de expressão, mas também expõe esse público a riscos digitais.
O que crianças e adolescentes fazem na internet
As redes sociais lideram o ranking de atividades online: 78% das crianças e adolescentes afirmam utilizá-las. Os jogos on-line, muitas vezes conectados com outros jogadores, aparecem logo em seguida, com 66% de adesão. O consumo de entretenimento também é significativo: 48% baixam músicas ou filmes, enquanto 19% já realizam compras pela internet.
No campo educacional, o uso da tecnologia é ainda mais expressivo. 82% afirmam ter utilizado a internet para realizar trabalhos escolares, mostrando que o ambiente digital é hoje uma extensão da sala de aula.
Benefícios e desafios
Especialistas destacam que o acesso à internet pode estimular a aprendizagem, a criatividade e a socialização. No entanto, o uso precoce e sem orientação adequada levanta preocupações, como exposição excessiva às telas, riscos à privacidade, contato com conteúdos impróprios e impactos na saúde mental.
Por isso, recomenda-se que o uso seja sempre mediado por adultos, com limites claros e conteúdos adequados à idade.
Recomendações de uso por faixa etária
As orientações mais aceitas atualmente indicam que:
Menores de 2 anos: não devem utilizar telas
Entre 2 e 5 anos: até 1 hora por dia
De 6 a 10 anos: no máximo 2 horas diárias
Essas recomendações buscam equilibrar os benefícios da tecnologia com a necessidade de experiências offline, fundamentais para o desenvolvimento infantil.
Um debate que envolve toda a sociedade
Os dados, divulgados por pesquisas do Cetic.br, reforçam a urgência de um debate amplo envolvendo famílias, escolas e formuladores de políticas públicas. Em um cenário de conexão cada vez mais precoce, o desafio não é impedir o acesso, mas garantir um uso consciente, seguro e saudável da internet pelas crianças e adolescentes brasileiros.
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