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Diário de Notícias

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Comércio global de cocaína e drogas sintéticas cresce em ritmo alarmante, alerta ONU

O comércio global de cocaína e drogas sintéticas atingiu níveis sem precedentes e segue em expansão acelerada, segundo alerta recente do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. O relatório aponta que a produção, o tráfico e o consumo dessas substâncias cresceram de forma simultânea nos últimos anos, impulsionados por redes criminosas cada vez mais sofisticadas e pela diversificação de mercados consumidores. A combinação entre alta demanda e facilidade logística tem ampliado o alcance dessas drogas para regiões antes consideradas periféricas no cenário do narcotráfico.

De acordo com o levantamento, a produção de cocaína registrou um salto significativo, especialmente na América do Sul, onde países andinos seguem como principais polos de cultivo e processamento. Ao mesmo tempo, as drogas sintéticas, como anfetaminas e opioides artificiais, avançam rapidamente em mercados da Europa, Ásia e América do Norte, com destaque para a facilidade de fabricação em laboratórios clandestinos e menor dependência de insumos agrícolas. Esse cenário tem permitido às organizações criminosas adaptar suas operações com maior flexibilidade e menor risco de interrupção.

O relatório também chama atenção para a crescente complexidade das rotas internacionais de tráfico. Portos comerciais, corredores aéreos e até serviços de entrega vêm sendo utilizados para o transporte das substâncias, dificultando a ação das autoridades. Além disso, o uso de tecnologias digitais, incluindo criptomoedas e plataformas da chamada dark web, tem facilitado a comercialização e o financiamento dessas atividades ilícitas, ampliando a capacidade de atuação dos grupos criminosos em escala global.

Outro ponto de preocupação destacado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime é o impacto direto na saúde pública. O aumento do consumo tem levado a uma escalada de casos de dependência química, overdoses e mortes relacionadas ao uso de substâncias, especialmente em países onde os sistemas de saúde enfrentam limitações estruturais. As drogas sintéticas, em particular, apresentam riscos adicionais devido à sua alta potência e à imprevisibilidade de composição, o que eleva o potencial letal.

Especialistas ouvidos pelo organismo internacional defendem uma abordagem mais integrada entre países, que combine repressão ao tráfico com políticas de prevenção e tratamento. A cooperação internacional, segundo o relatório, é essencial para conter o avanço das redes criminosas e reduzir os danos sociais provocados pelo consumo. Sem ações coordenadas e investimentos consistentes, a tendência é de que o mercado ilegal de drogas continue a crescer, ampliando seus efeitos sobre economias, instituições e a segurança global.

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