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Diário de Notícias

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Cautela pré-Fed e Copom guia Ibovespa, que opera indefinido, apesar de alta do petróleo

A cautela dos mercados internacionais, em meio à espera pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, reverberar no desempenho do Índice Bovespa no início do pregão desta chamada "superquarta". Paralelamente, continuam no radar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que tem elevado riscos inflacionários e sobre juros mundiais. O petróleo Bretn, referência global, volta a subir para a casa de US$ 109 o barril, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,12% em Dalian, na China.

Diante do aguardo das definições do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), a agenda esvaziada de indicadores e o vencimento de opções sobre Ibovespa instigam volatilidade aos negócios.

"A Selic deve cair 0,25 ponto porcentual, mas deveria recuar meio ponto. É questão de sensibilidade da autoridade monetária", analisa Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos.

Recentemente, instituições mudaram expectativas de um corte menor do juro básico de 15,00% para 14,75% ao ano na decisão de hoje, em meio aos conflitos geopolíticos. "O BC não tem de ir atrás do mercado, e sim o contrário."

Para tentar aliviar os impactos do encarecimento do petróleo na inflação brasileira e consequentemente no preço do frete, hoje serão anunciadas medidas adicionais para garantir o cumprimento dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas.

A possibilidade de paralisações de caminhoneiros em diversas regiões do País está sendo sinalizada por lideranças da categoria. Segundo apurou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o Ministério dos Transportes anunciará uma medida em que o governo poderá até cassar o registro de empresas que descumpram o piso do frete no País de forma contumaz.

"Uma possível paralisação de caminhoneiros gera preocupação e uma eventual redução de ICMS para aliviar pressão no setor eleva risco fiscal", diz Cima, da Manchester.

Nesta manhã foi divulgado o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que subiu 0,7% em fevereiro ante janeiro. Na comparação anual, o PPI avançou 3,4% em fevereiro. Os dados vieram acima do esperado (0,3% e 2,9%, respectivamente).

À tarde, será anunciada a decisão do Fed, seguida de entrevista do presidente Jerome Powell, cuja expectativa é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Se isso for confirmado, será a segunda vez consecutiva que o banco central dos EUA manterá as taxas inalteradas neste ano.

Quanto ao Copom, a maioria das instituições do mercado financeiro projeta um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, para 14,75% ao ano. Tanto em relação ao BC brasileiro quanto ao dos EUA, o foco maior ficará nos respectivos comunicados, em meio às elevadas incertezas devido aos conflitos no Oriente Médio, que estão no 19º dia.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos.

Às 11h30 desta quarta-feira, o Ibovespa caía 0,21%, aos 180.027,49 pontos, ante recuo de 0,46%, na mínima em 179.575,91 pontos, após alta de 0,44%, na máxima em 181.197,31 pontos, e abertura em 180.408,53 pontos, com variação zero.

"O que alivia é alta nas ações da Petrobras", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM. Os papéis da estatal subiam 1,21% (PN) e 1,71% (ON). Vale cedia 1,63%, assim como ações de bancos.

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