O cartão amarelo recebido pelo meio-campista argentino Lucho Acosta, do Fluminense, no empate por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, em jogo da 19ª rodada do Brasileirão, gerou um alerta de manipulação em casas de aposta. A CBF recebeu um relatório sobre o caso, entrou em contato com o clube carioca e deu início a uma investigação.
O Fluminense confirmou que foi informado pela entidade sobre a suspeita de manipulação e se demonstrou à disposição para colaborar com a investigação. O clube afirmou ainda que Lucho Acosta negou envolvimento. A informação foi divulgada primeiramente pelo UOL e confirmada pelo Estadão.
"O Fluminense FC recebeu notificação sigilosa da CBF sobre o fato e informa que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade", diz nota do clube.
O caso chegou à CBF por meio da Sportradar, empresa contratada pela Fifa para monitorar possíveis irregularidades no Brasileirão. A casa de aposta Stake foi a responsável por avisar a fiscalizadora sobre um volume anormal de apostas em um cartão amarelo para Acosta no jogo contra o Bragantino.
Acosta recebeu cartão amarelo aos 47 minutos do segundo tempo após se envolver em uma confusão generalizada. O meio-campista argentino correu em direção de Lucas Barbosa para tirar satisfação de uma falta em Canobbio e empurrou o adversário. Em seguida, ele recebeu um empurrão de outro jogador adversário e revidou.
O árbitro Davi de Oliveira Lacerda indicou na súmula da partida que mostrou o cartão amarelo para o argentino por "atuar de maneira a mostrar desrespeito ao jogo - Por empurrar seu adversário de maneira temerária fora da disputa de bola."
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