O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nas redes sociais, após um encontro com o presidente do PT, Edinho Silva, que seu partido reafirmou a aliança para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Na mesma postagem, afirmou que o PT teria se comprometido, na reunião desta quarta-feira, 4, a apoiar as candidaturas de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul, de Alexandre Kalil, em Minas Gerais, e de Requião Filho, no Paraná. Pouco mais de 1 hora depois, contudo, Kalil foi às redes dizer, sem citar a postagem de Lupi, que só sobe em seu palanque quem ele quiser. E o PT negou que tenha se comprometido com o apoio.
"Na reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais; e de Requião Filho, no Paraná. Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos", disse Carlos Lupi.
"Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser", publicou em seguida Kalil, sem referências à postagem do presidente de seu partido.
Procurada, a assessoria de Kalil afirmou apenas que a postagem se tratava de eleição, mas não comentou se era uma referência à postagem de Lupi.
Já o PT divulgou nota para confirmar a reunião e a discussão sobre a reeleição de Lula, mas negando que os palanques nas eleições estaduais tenham sido tratados.
"A conversa não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos Estados. As definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais", disse o partido em nota oficial.
Lula já disse publicamente que gostaria de ter Rodrigo Pacheco (PSD) como candidato de seu campo em Minas Gerais. O senador, contudo, tem resistido e falado em encerrar a vida pública. Apesar disso, o União Brasil decidiu colocar um aliado de Pacheco no comando em Minas Gerais, o que abriria espaço para a filiação do senador e poderia tirar o União do arco de alianças de Mateus Simões, vice de Romeu Zema (Novo) e também pré-candidato.
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