Esta é uma das notícias mais quentes do mundo do cinema neste exato momento:
A 79ª edição do Festival de Cannes começa hoje, 12 de maio, e vai até 23 de maio, reunindo na Riviera Francesa cineastas renomados e emergentes para 11 dias de exibições e tapetes vermelhos com os filmes mais aguardados do ano.
O detalhe curioso que poucos esperavam:
A abertura não foi com um grande lançamento novo — mas com uma sessão especial de Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, 20 anos depois de sua estreia em Cannes, quando o filme recebeu a mais longa ovação de pé da história do festival: 22 minutos. Del Toro supervisionou pessoalmente cada etapa da restauração do filme a partir do negativo original em 35mm e esteve presente na sessão.
A curiosidade dentro da curiosidade:
Com a retração dos grandes estúdios americanos e seus blockbusters de alto orçamento, a seleção oficial deste ano reafirma o papel de Cannes como o principal palco global para o cinema autoral. Ou seja: Hollywood deu um passo atrás, e o cinema de autor europeu e asiático tomou o centro do palco.
O júri e os favoritos:
O festival abre com La Vénus Électrique, de Pierre Salvadori, e fecha com a cerimônia da Palma de Ouro, presidida pelo aclamado diretor sul-coreano Park Chan-wook. Entre os filmes em competição estão o novo Pedro Almodóvar com Amarga Navidad, e The Man I Love, de Ira Sachs, protagonizado pelo vencedor do Oscar Rami Malek.
O festival também vai homenagear Barbra Streisand e o diretor Peter Jackson com a Palma de Ouro honorária.
Resumindo: enquanto Hollywood recua, Cannes nunca esteve tão vivo — e o cinema mundial agradece.
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