Desidratação, tontura, dores de cabeça, fraqueza e alterações na pressão estão entre os sinais de alerta; crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de cuidados redobrados
Períodos de calor intenso vão muito além do desconforto provocado pelas altas temperaturas. Quando o organismo enfrenta dificuldade para eliminar o excesso de calor e manter a temperatura corporal adequada, aumenta o risco de desidratação, exaustão térmica e, nos casos mais graves, insolação.
Segundo o Ministério da Saúde, entre os principais sinais de alerta associados às ondas de calor estão transpiração excessiva, fraqueza, tontura, náuseas, dor de cabeça e cãibras musculares. A exposição prolongada também pode provocar perda significativa de líquidos e eletrólitos, comprometendo o funcionamento adequado do organismo.
O impacto pode ser ainda maior entre pessoas mais vulneráveis. Crianças, idosos, gestantes e indivíduos com doenças cardíacas, respiratórias, renais ou outras condições crônicas necessitam de atenção especial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o esforço realizado pelo organismo para controlar a temperatura pode sobrecarregar principalmente o coração e os rins, além de agravar problemas de saúde preexistentes.
Hidratação é uma das principais formas de prevenção
Durante os dias mais quentes, a recomendação é beber líquidos regularmente, mesmo sem sentir sede. O Ministério da Saúde também orienta priorizar roupas leves e de cores claras, permanecer sempre que possível em locais ventilados, sombreados ou climatizados e optar por refeições leves, com frutas, legumes e saladas. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas porque podem favorecer a desidratação.
Outro cuidado importante é reduzir esforços físicos nos períodos mais quentes do dia. As orientações oficiais recomendam evitar atividades físicas intensas e trabalhos pesados principalmente durante as horas de maior exposição ao calor. Para quem precisa trabalhar ao ar livre, são importantes pausas frequentes em locais sombreados, hidratação constante e atenção aos primeiros sintomas de estresse térmico.
Quando o calor se torna uma emergência
Confusão mental, convulsões, desmaios, dificuldade para respirar e temperatura corporal muito elevada são sinais que exigem atenção imediata. A insolação pode ocorrer quando o organismo perde a capacidade de controlar adequadamente sua temperatura e pode provocar danos a órgãos vitais.
De acordo com o Ministério da Saúde, a insolação é uma condição potencialmente fatal e necessita de atendimento médico rápido. Enquanto o socorro é providenciado, a orientação é levar a pessoa para um ambiente fresco, sombreado e ventilado e iniciar medidas para reduzir gradualmente a temperatura corporal.
Com episódios de temperaturas extremas cada vez mais relevantes para a saúde pública, medidas simples como manter uma garrafa de água por perto, evitar exposição prolongada ao sol e observar os sinais apresentados pelo próprio corpo podem fazer diferença. A prevenção deve receber atenção especial entre aqueles que apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do calor.
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