Acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram nesta quarta-feira, 22, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a possibilidade de emissão de ações de até R$ 8,8 bilhões pela instituição. Na prática, esses recursos podem ser contabilizados como aumento de capital pelo banco. As informações são da assessoria de imprensa do BRB.
O volume é necessário mesmo depois da negociação confirmada na véspera do feriado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) com a Quadra Gestora no valor de R$ 15 bilhões.
A necessidade dos recursos se dá em função da falta de liquidez do banco, que esteve envolvido em tratativas investigadas pela Polícia Federal com o Banco Master. A instituição de Daniel Vorcaro passa por liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central no fim do ano passado.
A aprovação é um primeiro passo para fortalecer o capital da instituição, combalido pelo seu envolvimento com o Banco Master. Agora, o GDF tem até o dia 29 de maio para fazer um aporte no banco e integralizar esse capital.
Como mostrou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo distrital enfrenta problemas para concretizar um empréstimo. Além do problema de liquidez, o BRB enfrenta também dificuldades patrimoniais, que estão sendo acompanhadas de perto pelo BC. A instituição já atrasou a entrega de seu balanço para o supervisor, que tinha prazo limite até o fim do mês passado.
O governo distrital tenta contratar também um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de um sindicato formado por bancos, mas, como vem registrando o Broadcast nas últimas semanas, não tem havido avanços nesse sentido.
A AGE desta quarta-feira foi coordenada pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. Seu antecessor, Paulo Henrique Costa, está preso em Brasília, numa prisão que é fruto das investigações da PF sobre o Master.
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