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Diário de Notícias

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Brasil cria Memorial da Pandemia em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19

Em um gesto de reconstrução da memória pública e de compromisso com a vida, o Ministério da Saúde lançou, no dia 7 de abril — Dia Mundial da Saúde — o Memorial da Pandemia, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19. O espaço foi instalado no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, marcando também a reabertura do centro cultural à população.

A iniciativa ocorre em um contexto de reconstrução das políticas públicas de saúde, após um período marcado pela desinformação e pelo negacionismo científico. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que "o negacionismo custou vidas" e que grande parte das mortes poderia ter sido evitada caso o país tivesse seguido as evidências científicas, incentivado a vacinação e protegido a população.

O memorial reúne diferentes espaços simbólicos, entre eles uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa — criador do personagem Zé Gotinha — e um parquinho temático voltado ao público infantil com foco na promoção da vacinação.

Também foram lançados o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid e o portal do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19 no Brasil, desenvolvido em parceria com a BIREME/OPAS/OMS e o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp. O acervo dará origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais entre maio de 2026 e janeiro de 2027, com início em Brasília.

No balanço de vacinação divulgado na ocasião, o Brasil alcançou cobertura contra o HPV cinco vezes superior à média mundial entre meninos e meninas de 9 a 14 anos. Entre as meninas, a cobertura chegou a 86% em 2025; entre os meninos, subiu de 45,6% para 74,4%. Para a Covid-19, mais de 72,3 milhões de doses foram distribuídas no país desde 2023.

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