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Bolsas da Europa fecham em queda com incerteza sobre conflito no Oriente Médio

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, 27, estendendo as perdas da última sessão, à medida que incertezas sobre o conflito no Oriente Médio voltam a pesar nas negociações e elevam os preços do petróleo, o que impulsiona o movimento de venda de posições. O mercado segue ponderando as possíveis consequências econômicas da guerra.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,08%, a 9.964,40 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,32%, a 22.315,24 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,87%, a 7.701,95 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,74%, a 43.379,10 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,81%, a 16.824,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,28%, a 8.882,11 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que na noite desta sexta devem ocorrer negociações entre americanos e iranianos para um acordo que pode colocar fim ao conflito entre os países. No entanto, Israel - aliado de Washington - afirmou que os ataques contra Teerã serão escalados e expandidos, afastando a possível paz. Ainda na esteira da tensão, o Irã disse que o Estreito de Ormuz segue fechado e reiterou a proibição à passagem de embarcações ligadas a países aliados dos EUA e Israel.

Na avaliação do Swissquote Bank, a situação no Oriente Médio permanece inalterada e os riscos geopolíticos persistem. Diante do cenário, os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) Primoz Dolenc (Eslovênia) e Pierre Wunsch (Bélgica) mencionaram que o BC provavelmente terá que agir se a guerra no Irã não for concluída até junho. Por outro lado, Christodoulos Patsalides (Chipre) defende que a instituição não deve se precipitar em aumentar os juros para responder à situação.

No mercado acionário, os papéis de empresas de semicondutores fecharam em forte queda por conta do ambiente de cautela generalizado. Os papéis da holandesa ASML Holding, da ASM International e da BE Semiconductor Industries caíram até 5%.

A AstraZeneca subiu cerca de 3% depois de anunciar que seu medicamento experimental para doenças pulmonares atingiu o objetivo principal em dois ensaios clínicos de fase final, enquanto a Pernod Ricard avançou 8,2%, após notícias de que a empresa está em negociações para uma fusão com a Brown-Forman, fabricante do Jack Daniel's.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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