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Balança comercial: fluxo de agosto sobe 15,1% e acumulado no ano chega a US$ 417 bilhões

O comércio exterior brasileiro segue em ritmo forte em agosto. Segundo os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na segunda-feira, 17, as exportações somaram US$ 16,091 bilhões nas duas primeiras semanas do mês e as importações, US$ 13,045 bilhões, o que resulta em superávit parcial de US$ 3,045 bilhões. A corrente de comércio do período, a soma de vendas e compras externas, chegou a US$ 29,136 bilhões, com crescimento de aproximadamente 15,1% na comparação pela média diária com agosto do ano passado.

O avanço é puxado pelos dois lados. As exportações cresceram 14,3% e as importações, 16,2%, sempre pelo critério de média diária. O ritmo mais acelerado das compras externas indica atividade doméstica ainda aquecida e reposição de estoques, enquanto as vendas seguem sustentadas por commodities agrícolas e minerais e por preços internacionais elevados, especialmente no complexo energético.

No acumulado de 2026, o quadro é de recorde. Entre janeiro e a segunda semana de agosto, o superávit chegou a US$ 52,084 bilhões, contra US$ 43,158 bilhões no mesmo intervalo de 2025, alta de 29,2%. A corrente de comércio do ano já supera a casa dos US$ 400 bilhões, mantendo o país na trajetória projetada pelo próprio ministério, que estima exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao fim do exercício.

Se confirmadas, essas projeções levariam o saldo comercial de 2026 a US$ 90 bilhões, crescimento de 32,3% sobre 2025. O resultado tem efeito direto sobre as contas externas e ajuda a sustentar o câmbio, mas economistas ponderam que parte relevante do desempenho vem de preços, e não de volume, o que torna o número vulnerável a uma eventual reversão do ciclo de commodities.

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