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Diário de Notícias

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Atividade física ganha espaço entre brasileiros, mas abandono precoce e sedentarismo ainda preocupam especialistas

Mais da metade dos brasileiros pratica algum tipo de atividade física, mas a desistência precoce e os altos índices de sedentarismo continuam sendo desafios para a saúde pública no país. Dados reunidos em um infográfico com informações do Ministério do Esporte, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 54,1% da população realiza exercícios regularmente, enquanto 45% dos jovens abandonam a prática esportiva já no primeiro mês.

Especialistas destacam que os primeiros meses de adaptação ao exercício são decisivos para a criação de hábitos saudáveis. No primeiro mês, o corpo passa por um processo de adaptação, o que pode causar dores e desconfortos. A partir do segundo mês, começam a surgir ganhos de flexibilidade, resistência e força muscular. No terceiro mês, o metabolismo se acelera e há maior liberação de endorfina, hormônio relacionado à sensação de bem-estar.

Os benefícios tornam-se ainda mais evidentes entre o quarto e o sexto mês de prática contínua. Nesse período, ocorre um aumento na queima de gordura, redução do risco de desistência e crescimento da massa muscular. A evolução gradual reforça a importância da persistência e de uma rotina regular de exercícios para alcançar resultados duradouros.

Apesar dos avanços, os números relacionados ao sedentarismo ainda acendem um alerta. Entre as mulheres, o índice de sedentarismo chega a 53,3%, enquanto entre os homens é de 40,4%. Outro dado preocupante é que 90,3% das pessoas que se exercitam afirmam fazê-lo sem qualquer orientação profissional, aumentando o risco de lesões e de práticas inadequadas.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a realização de atividades físicas pelo menos três vezes por semana, com duração mínima de 30 minutos por sessão. Para especialistas, a adoção de hábitos ativos é um dos principais fatores de prevenção contra doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e problemas relacionados à saúde mental, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida e longevidade.

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