As empresas captaram R$ 59,9 bilhões em janeiro, crescimento de 30,5% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Puxado pela renda fixa, o volume foi o maior para o mês da série histórica, iniciada em 2012.
O destaque no mercado doméstico ficou com os fundos de recebíveis (FIDC), que levantaram R$ 7 bilhões no primeiro mês de 2026, volume inédito para o período. O montante é quase o dobro - alta de 98,6% - do registrado no mesmo período de 2025, ressalta a Anbima.
As debêntures somaram captações de R$ 26,9 bilhões, 5,8% abaixo do patamar de janeiro de 2025. A maior parte dos recursos captados foi destinada para investimentos em infraestrutura (41,4%), segundo a Anbima. O prazo médio dos papéis alcançou 7,3 anos.
Já as notas comerciais chegaram ao volume recorde de R$ 6,4 bilhões em janeiro, um salto de 329% ante o mesmo mês do ano passado.
Na renda variável, duas operações de ofertas de companhias já listadas (follow-on) totalizaram R$ 7,9 bilhões no mês passado. Em janeiro de 2025, não houve ofertas de ações.
Ainda entre os instrumentos de securitização, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) somaram R$ 3,2 bilhões, queda anual de 21,3%, e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), ficaram em R$ 908 milhões, baixa da 60,1%, ambos na comparação com janeiro de 2025.
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