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Amcham Brasil: participação dos EUA no comércio exterior brasileiro anota menor nível histórico

A participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro atingiu mínima histórica no primeiro semestre de 2026, segundo a Amcham Brasil, com dados desde o primeiro semestre de 1997. Os EUA responderam por 9,4% das exportações brasileiras e por 11,1% na corrente de comércio (exportações + importações) com o País.

A Câmara também destacou que os bens submetidos às sobretaxas do governo Donald Trump responderam pela maior parte da retração das exportações brasileiras no período. Enquanto as vendas de produtos sobretaxados caíram 16,6%, as exportações de bens sem sobretaxa recuaram 8,7%.

O desempenho contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para o mundo (+11,5%) e para parceiros relevantes, como China (+21,9%) e União Europeia (+12,8%), no primeiro semestre de 2026.

Ainda assim, os EUA permanecem como o segundo principal parceiro comercial do Brasil em bens e maior destino das exportações industriais, pondera a Amcham. Em primeiro lugar está a China.

"O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301. Caso sejam implementadas, as sobretaxas poderão comprometer ainda mais as trocas entre Brasil e Estados Unidos", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

O comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 36,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano no período recuaram 13,0%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações caíram 12,5%, totalizando US$ 19,0 bilhões.

Entre os produtos sujeitos às tarifas adicionais, os itens enquadrados na tarifa de 10% registraram queda de 25,9%, enquanto os produtos abrangidos pela Seção 232 recuaram 6,7%. Os maiores impactos ocorreram em produtos como semiacabados de ferro e aço (-21,7%), caminhões (-46,7%), madeira (-40,5%) e cobre (-37,4%).

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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