O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira (18) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), venha conduzindo "pautas-bomba" com potencial de grande impacto fiscal para prejudicar o governo.
"Não concordo que ele esteja fazendo pautas-bomba", disse Durigan, em entrevista ao portal Metrópoles. "Tem um tema, que foi das dívidas rurais, que ele mesmo sentiu e relatou que há uma pressão gigantesca sobre ele e sobre esse tema."
Durigan elogiou a condução que vem sendo feita da renegociação e também falou positivamente do papel do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele afirmou que a Fazenda precisa buscar abertura política e saídas sobre esses temas.
O ministro repetiu, no entanto, que o governo precisaria ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) se o texto for aprovado nos moldes atuais. Segundo as estimativas da Fazenda, o projeto poderia custar até R$ 139,8 bilhões em 13 anos.
Durigan negou, no entanto, que o governo venha buscando o STF para resolver problemas que não consegue endereçar no Legislativo. O ministro lembrou de vitórias legislativas do Executivo e disse que busca sensibilizar o Congresso sobre um problema fiscal do País e que o STF é acionado apenas para proteger as contas públicas.
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