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A Abimaq, entidade que representa a indústria de máquinas e equipamentos, prevê crescimento de 4% das vendas neste ano, entre mercado interno e embarques ao exterior. Em 2025, a indústria de bens de capital teve aumento de 7,3% na receita líquida total, mas mostrou perda de fôlego à medida que os juros altos passaram a pesar nos investimentos ao longo do segundo semestre.
Conforme Cristina Zanella, diretora de economia da Abimaq, a tendência é que essa desaceleração continue, tendo em vista a elevada taxa de juros, a perda de tração da atividade econômica e as dificuldades para exportar.
Em coletiva de apresentação dos resultados finais do ano passado, ela observou que a safra de grãos deve crescer menos em 2026, impulsionando em menor intensidade a demanda por máquinas agrícolas, ao passo que o endividamento das famílias traz preocupação sobre o desempenho da indústria de bens de consumo.
Nos mercados internacionais, acrescentou Zanella, o cenário segue conturbado, com o tarifaço dos Estados Unidos comprometendo os embarques a um dos principais destinos das máquinas brasileiras no exterior. O prognóstico da Abimaq é de que as exportações vão andar de lado em 2026, também levando em conta um dólar menos propício a exportadores, dada apreciação do real.
"Na melhor das hipóteses, teremos um nível de exportação parecido com o de 2025", comentou a diretora de economia da Abimaq.
No mercado doméstico, as importações, que representam 46% do consumo nacional de máquinas, com avanço da concorrência chinesa, devem continuar sendo uma ameaça.
Apesar disso, a Abimaq prevê crescimento de 5,6% das vendas no mercado interno, num prognóstico que se sustenta também nos pedidos vindos do setor de infraestrutura, onde há perspectiva de aumento das obras públicas em ano de eleição.
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