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Tribunal deve decidir sobre projeto de mineração da Belo Sun na floresta amazônica na 4ª feira

Um projeto de mineração altamente contestado na floresta amazônica brasileira, operado pela empresa canadense Belo Sun, deve ter um momento crucial nesta quarta-feira, 20, quando um tribunal brasileiro decidirá se mantém ou não uma decisão que pode determinar o seu destino.

O tribunal de Brasília determinará se o governo federal ou o estado do Pará, onde a mina está planejada, tem autoridade para conceder as licenças ambientais para o projeto.

Desde 2012, a Belo Sun busca implantar a mina de ouro Volta Grande às margens do rio Xingu, no estado do Pará. O local fica a cerca de 20 quilômetros de Belo Monte, a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, cuja operação reduziu a vazão do rio e afetou gravemente as comunidades locais.

O Projeto Volta Grande está situado no cinturão de rochas verdes de Três Palmeiras, no estado do Pará, Brasil. "Embora a licença de mineração do projeto abranja 2.400 hectares (24 quilômetros quadrados), a área efetivamente dedicada à operação de mineração é muito menor, de apenas cerca de 10 quilômetros quadrados. Isso representa uma porção mínima do cinturão de rochas verdes, que se estende por mais de 120 quilômetros", segundo a Belo Sun.

Em 12 de maio, a Belo Sun informou que deu início a estudos técnicos relacionados ao projeto de Volta Grande, com a contratação de uma consultoria de mineração e a nomeação de um Diretor de Engenharia.

A Belo Sun contratou a G Mining Services, uma consultoria internacional líder em mineração com vasta experiência em engenharia e execução de projetos no Pará e em toda a América Latina, para realizar uma análise de lacunas técnicas abrangente do Projeto.

"A GMS revisará e atualizará sistematicamente os estudos técnicos associados à Licença de Instalação do Projeto. Os objetivos da ALT são identificar oportunidades de melhoria, definir o escopo e o sequenciamento das atualizações do Estudo de Viabilidade Definitivo e fornecer à Companhia um plano de projeto executável, estruturado como um programa de desenvolvimento em etapas", informou a empresa em comunicado.

A empresa espera que a GMS conclua o estudo no terceiro trimestre de 2026. O levantamento estabelecerá as bases para um DFS atualizado, que refletirá o planejamento mais recente, bem como o ambiente econômico atual e os preços dos metais, informou a Belo Sun.

Para garantir uma supervisão técnica dos estudos técnicos e do processo de planejamento, a Belo Sun nomeou Adilson Araújo Laudares como diretor de Engenharia do projeto.

*Com informações da Associated Press.

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