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Diário de Notícias

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Para dirigente do Fed, PCE mostra que BC dos EUA precisa agir agora para baixar inflação

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Beth Hammack, voltou a defender a necessidade de elevação de juros pelo banco central americano, em entrevista à CNBC. "É hora de agir. Não vejo nenhuma restrição na política monetária e, quanto mais esperarmos, mais doloroso será agir para controlar a inflação no futuro", disse.

Hammack observou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA - medida preferida de inflação do Fed - veio exatamente como sua distrital projetava os números de julho e que os preços seguem bem acima da meta do BC norte-americano. Ela também notou que há maior quantidade de empresas dispostas a tomar empréstimos e levantar capital. "Ainda não estamos em um ponto em que a inflação e as expectativas estejam descontroladas, quero evitar justamente isso", afirmou.

Pesquisas mostram que famílias e empresas americanas ainda esperam que o Federal Reserve cumpra a meta de baixar a inflação para 2%, destacou a dirigente.

Ao ser questionada, Hammack ressaltou que as ações para controlar a inflação devem vir do banco central, e não de dinâmicas do setor financeiro. "O objetivo do mercado é fazer lucro para si e seus clientes. Por isso digo que, por mais que possam complementar, não podem substituir o trabalho do Fed", apontou.

Sobre a recompra de títulos do Tesouro dos EUA, a dirigente evitou comentar em detalhe e se limitou a dizer que os objetivos do banco central e do governo também são diferentes.

Hammack ponderou que os dirigentes ainda possuem muito tempo antes da próxima decisão de juros em setembro, o que permitirá que analisem melhor a economia. Contudo, ela ressaltou que o nível neutro das taxas - que não estimula ou restringe a atividade - parece estar do "lado mais alto" das expectativas do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês). A dirigente tem direito a voto nas reuniões do BC americano em 2026.

Questionada, Hammack defendeu também a importância da independência do Fed, ressaltando que a manutenção da independência exige que os dirigentes assumam responsabilidade e tenham maior transparência em suas decisões na condução da política monetária e financeira.

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