Em reunião realizada na tarde de quarta-feira (12) no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional (Iphan), a equipe do escritório do arquiteto Paulo Mendes da Rocha e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentaram previamente aos arquitetos do instituto as plantas e um vídeo tridimensional do projeto de redimensionamento do Museu da Corte. Ainda nesta semana, o STF encaminhará ao Iphan o memorial descritivo do projeto executivo para avaliação dos impactos sobre o Palácio do STF, patrimônio histórico tombado.

As fases 1 e 2 do projeto envolvem modificações internas no subsolo do edifício-sede do STF, onde se instalará a parte expositiva do museu. A terceira etapa trata de intervenções externas no Palácio e compreendem a entrada do museu, um café, uma área de convivência e a livraria.

Na reunião, o diretor-geral do STF, Eduardo Toledo, falou à equipe do Iphan da necessidade de se ter um museu à altura da história do STF. “Temos acervo de processos, mobiliário, registros fotográficos e documentais muito ricos. No entanto, nunca tivemos um espaço adequado para expor a memória institucional do Tribunal”, disse.

O arquiteto Mendes da Rocha explicou que, com o redimensionamento, o museu terá área de aproximadamente 1,5 mil m², a partir da readequação dos espaços existentes no subsolo do edifício-sede, de maneira que as visitações do público externo não interfiram na vida útil e nos serviços do Tribunal.

Para o arquiteto Mauricio Goulart, da Superintendência do Iphan, a análise de um projeto dessa dimensão é um desafio à instituição, na medida em que motiva a discussão sobre a necessidade de modificações em patrimônios tombados e a melhor forma de realizá-las.