O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou seis pessoas pelo incêndio e desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, ocorrido em maio do ano passado. Sete pessoas morreram e duas ficaram feridas no incêndio e desabamento do edifício.Entre os seis denunciados pela promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias, estão coordenadores do Movimento Social de Luta por Moradia (MSLM) e engenheiros ligados à administração municipal. Para a promotora, todos colaboraram, com omissão e negligência, para o fato.

Os líderes do movimento foram denunciados por cobrar e receber contribuição financeira das vítimas e dos demais moradores do local, alegando que o dinheiro seria usado para reparos e manutenção do prédio. Porém, segundo o Ministério Público, não foram feitas melhorias no prédio.

De acordo com o MPSP, os engenheiros da prefeitura de São Paulo deixaram de determinar a necessária interdição do prédio. A promotora diz, na denúncia, que o prédio deveria ter sido interditado pela prefeitura porque apresentava danos em sua estrutura, além de ter ligações irregulares de energia elétrica, lixo no fosso do elevador e uso de botijões de gás no interior das separações das moradias, que eram feitas com tapumes. Para Luciana, todos esses fatores aumentam o risco de incêndio.

A denúncia foi encaminhada à Justiça. Todo o processo tramita em segredo de Justiça. Caso a denúncia seja aceita, os envolvidos responderão pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).