Mais de mil apoiadores do presidente Donald Trump, incluindo alguns de grupos extremistas nacionalistas brancos, se reuniram no noroeste do Oregon na noite de segunda-feira, 7, em uma demonstração de força contra os manifestantes de esquerda, criando ainda mais tensão em uma região que tem sido abalada por semanas de protestos.

Apesar das advertências do Serviço Nacional de Meteorologia sobre uma tempestade de vento, centenas de carros, caminhões, tratores, motocicletas e pelo menos um trailer hastearam as bandeiras de Trump e tocaram “God Bless The USA” nos arredores de Portland. Alguns membros do grupo dirigiram cerca de 80 quilômetros até Salem, onde se reuniram em frente à sede do governo para protestar.

Armados com rifles, pistolas, facas e cassetetes, eles atacaram um grupo menor de manifestantes derrubando pelo menos um ativista no chão. Os organizadores do evento disseram que o ato foi projetado para mostrar apoio ao presidente após semanas de protestos e confrontos violentos em Portland.

A multidão incluía pessoas armadas usando coletes à prova de balas ou camisas com o nome de Aaron Danielson, o apoiador de Trump morto há algumas semanas em confronto na cidade.

A manifestação ocorreu em um fim de semana de feriado que viu novos protestos e manifestações políticas irromperem em cidades em todo o país, alguns dos quais se tornaram violentos na sexta e no sábado. No final do fim de semana, o número de manifestantes em muitas cidades havia diminuído, com pequenos confrontos esparsos entre manifestantes e policiais.

Com a proximidades das eleições, democratas e republicanos colocaram o tema dos protestos na campanha eleitoral. A candidata democrata à vice-presidência, Kamala Harris, conheceu segunda-feira (7) a família de Jacob Blake, negro baleado por policiais brancos no Estado de Wisconsin no mês passado. O Estado também teve a visita de Mike Pence, vice que tenta a reeleição na chapa de Donald Trump, que ontem liderou os ataques aos democratas.