Em comunicado à nação ontem, 30, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação das diretrizes de permanência da população em casa até o fim de abril, abandonando um plano duramente criticado para reativar a economia até meados de abril depois que um conselheiro médico graduado disse que mais de 100 mil norte-americanos poderiam morrer com o surto de coronavírus.

O recuo de Trump, que ele disse que será explicado com mais detalhes hoje (31), veio no momento em que o total de mortes causadas pela doença respiratória no país superou 2.460 e os casos passaram de 141 mil, a maior cifra do mundo. Os EUA já são considerados o epicentro global de disseminação da covid-19, com maior destaque para o veloz crescimento da pandemia no estado de Nova Iorque.

“O pico, o ponto mais alto da taxa de mortalidade, provavelmente acontecerá em duas semanas”, disse o presidente. “Nada seria pior do que cantar vitória antes de a vitória ser conquistada,” comentou.

Ele disse à população: “Quanto melhor vocês se saírem, mas rápido este pesadelo todo terminará.”

Mais cedo, o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, disse que a pandemia poderia chegar a matar entre 100 mil e 200 mil pessoas nos Estados Unidos se a redução de casos não tiver sucesso.