Representantes da oposição ao governo chileno entregaram uma proposta de reforma das aposentadorias à ministra do Trabalho, María José Zaldívar. Na semana passada, dia 15 de janeiro, o presidente Piñera havia anunciado o projeto do governo. A proposta do governo cria uma contribuição extra de 6% ao empregador, metade como capitalização individual e a outra de um fundo solidário, a serem gerenciados por instituições públicas autônomas.

A oposição quer que toda a contribuição extra (6%) vá para um fundo solidário e não para contas individuais, e que as pessoas possam escolher quem gerencia seus outros 10%. O presidente do Senado, Jaime Quintana, do Partido pela Democracia (PPD), que faz oposição ao governo, afirmou que os 6% de aumento deve ser destinado a um fundo coletivo.

“Propusemos ao executivo que 6% deve ser para um fundo coletivo, deve haver distribuição e deve haver sustentabilidade para esse fundo. É essencial que não haja mais capitalização individual”.

No sistema previdenciário do Chile, agora em reforma, cada trabalhador fazia a própria poupança, que era depositada em uma conta individual, em vez de ir para um fundo coletivo. Enquanto ficava guardado, o dinheiro era administrado por empresas privadas, as AFP’s (Administradoras dos Fundos de Pensões), que podiam investir no mercado financeiro. Todos os trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por no mínimo 20 anos para se aposentar.