Brasil convida vizinho para cúpula climática

Internacional
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, convidou nesta quinta, 29, a Guiana para participar da cúpula climática do G-20, em novembro, em Belém. "A Guiana tem a mesma preocupação do Brasil e faz um esforço incomensurável para cuidar das suas florestas", disse Lula. "Por isso, eu os convidei para a reunião climática do G-20, para que eles possam expor a monetização que estão fazendo sobre a preservação da floresta."

A Guiana faz parte da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), bloco de países amazônicos liderado pelo Brasil. Na reunião de ontem, em Georgetown, Lula sugeriu que uma comissão empresarial guianense visite o Brasil para mostrar para os empresários brasileiros as oportunidades que a Guiana apresenta para investimentos.

Barbados

Na quarta-feira, Lula também discutiu a questão climática com a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, uma das vozes mais atuantes em favor do financiamento e do perdão de dívidas de países pobres que estão se adaptando às mudanças climáticas.

Países como Barbados, uma pequena ilha do Caribe, estão entre os mais ameaçados pelo possível aumento do nível dos oceanos, causado pelo aquecimento global, que pode afetar as áreas costeiras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em outra categoria

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) discursou em inglês no plenário do Senado para agradecer o apoio de Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), "à liberdade de expressão" após embates com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O bilionário compartilhou o vídeo do parlamentar e respondeu: "Não tem de quê" (em tradução para o português).

Girão disse, na terça-feira, 9, que a posição de Musk "contra decisões autoritárias são um reforço para o retorno da democracia no Brasil". Para ele, o povo brasileiro está "sufocado pelo medo" e as críticas do empresário a Moraes "servem como uma chama de esperança".

Na publicação em que compartilhou o vídeo, o senador ainda reforçou o convite ao empresário e ao jornalista Michael Shellenberger, que revelou o "Twitter Files Brazil", para participarem da audiência pública da Comissão de Segurança Pública que vai discutir as acusações dos documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Ficaríamos honrados em ter vocês para falar sobre os escândalos de arquivos do Twitter que expõem a censura política em nosso país", escreveu Girão.

Desde o último sábado, 6, o dono do X tem questionado o magistrado na rede pelas determinações de suspensão de perfis de investigados por disseminação de fake news e atos antidemocráticos. "Por que você está exigindo tanta censura no Brasil?", escreveu Musk.

O bilionário ainda chamou Moraes de ditador após ser incluído no inquérito das milícias digitais como investigado por "dolosa instrumentalização" da plataforma. Na quarta-feira, 10, ele ainda disse que o X respeita as leis do Brasil, mas deve recusar ordens que as contrariem.

No mesmo dia, em sessão do Supremo, Moraes disse que "alguns alienígenas" passaram a conhecer "a coragem e seriedade do Poder Judiciário brasileiro" e foi defendido pelo decano da casa, Gilmar Mendes, que disse que o colega tem sido alvo de "injustas agressões físicas e virtuais".

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, publicou um vídeo de uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que defende a permanência dele na pasta. Após os ataques do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) nesta quinta-feira, 11, Padilha disse que os elogios de Lula a seu trabalho são "uma honra".

Na quarta-feira, 10, em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente disse que o ministro das Relações Institucionais está durando muito no cargo e continuará no posto por ser competente. Desde 2023, Padilha é alvo frequente de Lira, que já pediu até mesmo a destituição do ministro.

"O Padilha, possivelmente, tem o cargo mais espinhoso no governo, mais espinhoso. Porque ele é o cara que lida no Congresso Nacional. É a pessoa que se relaciona com os 513 deputados e, às vezes, ainda sobra tempo e ele tenta se relacionar com os senadores. A demanda é muito grande", disse Lula, na ocasião.

"Essa relação é muito boa no começo. No começo, o deputado pede uma coisa, o senador pede uma coisa, você promete e está maravilhoso. Mas, depois de algum tempo, começa a cobrança, e não tem entrega para fazer. Aí, começa o martírio. O Padilha vai bater recorde. É um ministro que está durando muito tempo no seu cargo e vai continuar pela competência dele", acrescentou o presidente da República.

Na publicação nas redes sociais, Padilha compartilhou o trecho da fala de Lula. "Ter ouvido isso ontem, publicamente, do maior líder político da história do Brasil é sempre uma honra para toda a equipe do Ministério das Relações Institucionais", escreveu o ministro das Relações Institucionais no X, antigo Twitter. "Agradecemos e estendemos esse reconhecimento de competência ao conjunto dos ministros e aos líderes, vice-líderes e ao conjunto do Congresso, sem os quais não teríamos alcançado os resultados elogiados pelo presidente Lula, com a aprovação da agenda legislativa prioritária para o governo e para o Brasil."

A publicação de Padilha ocorre após Lira ter voltado a fazer críticas diretas ao seu trabalho. Nesta tarde, o presidente da Câmara chamou Padilha de "desafeto pessoal" e "incompetente", após uma polêmica sobre a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), que foi mantida nesta quarta-feira pelo plenário da Casa.

"É lamentável que integrantes do governo interessados na estabilidade da relação harmônica entre os Poderes fiquem plantando essas mentiras, essas notícias falsas que incomodam o Parlamento. E, depois, quando o Parlamento reage, acham ruim", disse o presidente da Câmara, em Londrina (PR).

"(A notícia) foi vazada do governo e, basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto além de pessoal, incompetente", declarou. "Não existe partidarização; eu deixei bem claro que ontem a votação era de cunho individual, cada deputado é responsável pelo voto que deu. Não tem nada a ver, não teve um partido que fechasse questão. Os partidos liberaram, na sua maioria (as bancadas para que votassem como quisessem)", emendou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chamou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de "desafeto pessoal" e "incompetente", após uma polêmica sobre a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), que foi mantida nesta quarta-feira, 10, pelo plenário da Casa.

"É lamentável que integrantes do governo interessados na estabilidade da relação harmônica entre os Poderes fiquem plantando essas mentiras, essas notícias falsas que incomodam o Parlamento. E, depois, quando o Parlamento reage, acham ruim", disse Lira nesta quinta-feira, 11, durante coletiva de imprensa em Londrina (PR).

O presidente da Câmara foi questionado sobre notícias de que ele teria se enfraquecido com a manutenção da prisão do deputado acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Isso porque parte do Centrão, seu grupo político, tentou soltar o parlamentar, mas sem êxito.

"(A notícia) foi vazada do governo e, basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto além de pessoal, incompetente", declarou Lira. "Não existe partidarização, eu deixei bem claro que ontem a votação era de cunho individual, cada deputado é responsável pelo voto que deu. Não tem nada a ver, não teve um partido que fechasse questão, os partidos liberaram, na sua maioria (as bancadas para que votassem como quisessem)", emendou.

Lira rompeu relações com Padilha no início do ano após discordar de critérios para o repasse de emendas parlamentares do Ministério da Saúde, cuja titular, Nísia Trindade, é apadrinhada pelo ministro das Relações Institucionais. Desde então, o principal interlocutor do presidente da Câmara no Palácio do Planalto tem sido o ministro da Casa Civil, Rui Costa, apesar de Padilha ser o responsável pela articulação política do governo com o Congresso.

Brazão foi mantido preso por 277 votos a 129. Eram necessários 257 votos para aprovar o parecer do relator, Darci de Matos (PSD-SC), que havia recomendado a manutenção da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na coletiva de imprensa, Lira sinalizou que o placar apertado mostrou incômodo da Câmara com o Judiciário.

"Eu penso que pela vultosa votação, só foram 20 votos acima do mínimo, a Câmara deixou claro que está incomodada com algumas interferências do Judiciário no seu funcionamento, sem nenhum tipo de proteção a criminosos", afirmou Lira, ao ressaltar que os deputados votaram ontem para decidir se haviam pré-requisitos para a prisão preventiva de Brazão.

"Não podemos é prejulgar. O julgamento do deputado acontecerá agora no Conselho de Ética e na Justiça. A votação de ontem era se ele permaneceria preso ou se seria solto. Isso nada influencia em votações, em base aliada e muito menos em eleição da Câmara, que só vamos tratar a partir de setembro", declarou o presidente da Câmara. "É importante que, acima de tudo, a gente preze pelo devido processo legal, pelo respeito às leis, às instituições e principalmente aos Poderes."

Brazão foi detido preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a decisão foi confirmada pela Segunda Turma da Corte. A Câmara, contudo, tinha a prerrogativa de decidir se mantinha ou não a prisão.