'Não se pode resolver um crime com outro crime', diz especialista sobre 'justiçamento' no Rio

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Coronel da reserva da PM e pesquisador na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Robson Rodrigues demonstra preocupação com a ação de grupos de justiceiros na zona sul carioca. Leia a seguir os principais trechos de sua entrevista ao Estadão.

O que motiva os grupos?

Vários fatores. Os últimos acontecimentos evidentemente exaltam e geram um clamor público, porque eles geram uma sensação de fragilidade, de fraqueza do Estado em fornecer o direito à segurança das pessoas. Há também um fator emocional, de psicologia social. Pesquisadores que trabalham com casos de linchamento mostram ligação entre a sensação de fragilidade em sociedade, enquanto grupo, com a possível não capacidade do Estado em oferecer segurança, o que gera esse tipo de comportamento. Mas é algo perigoso, que fere todo o pacto social. O Estado precisa ficar atento. Não é porque o Estado falha que se pode fazer justiça com as próprias mãos, isso é um crime. E não se pode resolver um crime com outro crime.

Além de usarem as redes para se unirem, eles as utilizam para postar vídeos das ações e fotos dos acusados. Como o sr. vê esse tipo de exposição?

É problemático, mas não podemos fechar os olhos porque as redes são um fenômeno que está aí. Só que, ao mesmo tempo que eles fazem essas postagens como ostentação, deixam uma pegada de crime, estão publicizando seus atos criminosos. Cabe à polícia fazer uma investigação o mais rápido possível.

É muito difícil coibir esse tipo de ação?

Quando se toma esse vulto emocional, se perde um pouco da responsabilidade. E ela pode transbordar para resultados nefastos. As forças de governo e de segurança precisam reagir o quanto antes para desestimular a adesão social. É uma conduta criminosa, é bom que se diga isso de maneira bastante clara. É preciso ação da Polícia Civil investigando - porque essas condutas são puníveis - e também ajudando a solucionar essas falhas da segurança pública. É bom que o Estado seja inteligente. A situação é complexa, mas é dever do Estado se debruçar sobre isso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Park Bo-ram, cantora de k-pop, morreu na quinta-feira, 11, aos 30 anos. Segundo os jornais sul-coreanos The Korea Times e Korea JoongAng Daily, a informação foi confirmada pela agência da artista, a XANADU Entertainment, nesta sexta, 12.

 

"Park Bo-ram morreu repentinamente na noite de 11 de abril. Todos os artistas e executivos da Xanadu Entertainment estão profundamente em luto por ela, com grande tristeza. O funeral será realizado após consulta à família enlutada… A causa da morte está sendo investigada pela polícia", declarou a empresa em comunicado à imprensa local. A agência solicitou que o público e a mídia não especulem sobre a causa de sua morte. A polícia solicitou uma autópsia do corpo, que será realizada no sábado.

 

A imprensa sul-coreana tem duas versões para os fatos. De acordo com o The Korea Times, a cantora estava bebendo com amigos em um bar em Namyangju, localizado na província sul-coreana de Gyeonggi. Às 21h55, ela foi encontrada inconsciente no banheiro e levada para um hospital. A morte de Park Bo-ram foi confirmada às 23h17. Já segundo outro jornal sul-coreano, Korea JoongAng Daily, Park Bo-ram estava bebendo com duas pessoas na residência de um amigo, quando foi encontrada inconsciente no banheiro, caída sobre uma penteadeira. O tabloide alega, ainda, que a cantora estava tendo um ataque cardíaco quando a emergência chegou ao local, e que tentaram reanimá-la no caminho até o hospital.

 

Quem foi Park Bo-ram

 

Park Bo-ram conquistou popularidade em 2010, aos 16 anos, quando participou do reality show de competição musical Superstar K2, ficando entre os oito melhores artistas da edição.

 

Em 2014, ela lançou oficialmente sua carreira musical - ou seja, debutou, como se diz na indústria musical sul-coreana, que prepara minuciosamente seus artistas antes de apresentá-los ao mundo. Sua primeira música foi Beautiful, e, nos anos seguintes, emplacou outros hits como Celepretty, Sorry, Pretty Bae e Dynamic Love. Ainda gravou faixas para a trilha sonora da novela coreana adolescente Reply 1988.

 

Ao longo da carreira, conquistou notoriedade nas paradas musicais sul-coreanas e colaborou com outros artistas locais, como Eric Nam, Park Kyung, Parc Jae-jung, Lil Boi e Huh Gak. Ela também trabalhou como atriz, em papéis menores de produções televisivas, como na série Persevere, Goo Hae-Ra, de 2015.

 

Havia rumores de que Park Bo-ram preparava um álbum em comemoração aos dez anos de carreira. Em 3 de abril, ela lançou a canção I Miss You.

Em novembro do ano passado, o cantor Fagner deu uma entrevista no Podcast do Garotinho onde teceu críticas à música atual, destacando os shows cheios de efeitos tecnológicos de grandes Djs. Segundo ele, os shows seriam um "desastre ambiental".

"Uma das coisas que mais me choca é você pegar um DJ e botar 1 milhão de pessoas. Isso, pra mim, é um desequilíbrio ambiental. Caramba! É um desastre ambiental. O povo vai ver um DJ, que canta meia música e fica ali, fazendo aquelas cenas ridículas", disse.

Agora, o cantor parece ter feito as pazes com os DJs. Em foto publicada pelo Alok na última quarta-feira, Fagner aparece de mãos dadas com o produtor em um estúdio de gravação. Além disso, há o registro de um remix de Borbulhas de Amor, clássico de Fagner.

"Construindo pontes ao invés de muros", escreveu o DJ. "Vou tocar o remix do Fagner em Brasília dia 20 de abril."

Confira o encontro aqui

Inga Stumbriene, influenciadora digital popular na Lituânia, foi alvo de críticas após realizar seu chá revelação com três aviões responsáveis por lançar uma fumaça na cor azul, revelando que espera um menino.

"Não conseguíamos ver por causa da poluição, obrigada", ironizou um seguidor. "O que há de errado com as pessoas hoje em dia?", questionou outro. "Quem são esses poluidores que desperdiçam tanto para dizer a todos qual o sexo do filho?", indagou um terceiro.

Apesar das críticas, a influenciadora e o marido compartilharam inúmeros registros do momento nas redes sociais. Inga também celebrou a repercussão. "Não esperava isso quando planejei a nossa celebração familiar. Uma festa que tocou tantos corações ao redor do mundo."

Para rebater os internautas, ela explicou que um dos aviões foi pilotado por seu pai. A influenciadora restringiu os comentários em algumas de suas publicações.

Confira aqui