Lula diz que ricos tratam investimentos em saúde e educação pública como gastos: 'Não utilizam'

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde desta quarta-feira, 6, que o orçamento para educação e saúde não devem ser tratados como gastos, e disse que "no Brasil, tudo que é para o pobre é (tratado) como gasto", enquanto "tudo que é para o rico é investimento". "O Brasil sempre tratou investimento em educação como gasto. Quando você vai fazer o Orçamento, sempre vai aparecer alguém para dizer que está se gastando demais. Cortar na educação é mexer na qualidade. Quando se corta gastos na saúde, é menos médico", afirmou o presidente.

O petista participou, ao lado dos ministros Camilo Santana (Educação) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), do governador Cláudio Castro (PL) - um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - do prefeito Eduardo Paes (PSD) e lideranças políticas do PT fluminense, de uma cerimônia de credenciamento do Instituto de Matemática Pura é Aplicada (Impa) como instituição de ensino superior, no Rio de Janeiro.

O presidente voltou a evocar uma suposta luta de classes ao afirmar que "as pessoas que não utilizam serviços públicos acham ótimo cortar gastos".

"As pessoas que não utilizam serviços públicos acham ótimo cortar gastos. Elas não utilizam. Os filhos deles não estudam nas escolas (públicas). Hoje no Brasil é assim: tudo que é para o pobre é gasto. Tudo que é para o rico é investimento", disse.

Com voz embargada, Lula voltou a citar que foi em seu período à frente da Presidência que o País construiu o maior número de universidades na história. Entre 2003 e 2014, período que compreende ainda o primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foram criadas 18 novas universidades federais e 173 campus universitários.

"Vamos passar para a história como o governo que mais fez universidades nesse País. Vamos levar uma parte do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) para o Ceará", disse.

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O produtor musical e DJ Ronald, que é filho dos ex-jogadores de futebol Ronaldo Fenômeno e Milene Domingues, revelou quanto cobra por show. Ele deu início à carreira musical em 2022, mas a atuação como DJ começou ainda na adolescência.

Em entrevista ao programa No Lucro, apresentado pelo jornalista Phelipe Siani na CNN Brasil, o jovem de 23 anos disse que pede entre R$ 30 mil e R$ 35 mil por apresentação. "Sou um cara que agrega valor nas festas e nos eventos que estou sendo realmente contratado", afirmou.

"Fazendo a pesquisa de mercado que a gente fez, com o valor que semelhantes cobram, tempo de estudo, tempo de profissão. Querendo ou não, dez anos para você investir em alguma coisa não é pouca coisa. Normalmente, eu saio de casa por volta dos R$ 30 mil, 35 mil", explicou.

Ainda assim, ele acredita que as pessoas não compram ingressos exclusivamente para vê-lo se apresentar: "Sendo muito transparente, sendo muito justo tanto com as pessoas que me contratam quanto com o público que vai me assistir. Eu não vendo bilhete, não sou o cara que 'nossa, o Ronald está indo lá tocar, vamos comprar porque eu vou assistir ele'".

O músico ainda contou que Ronaldo o influenciou na carreira musical. "Meu pai sempre foi muito baladeiro, precisava de alguém para realmente comandar esse som e eu sempre fui demonstrando interesse nessa profissão. E ele, vendo isso, foi se aproveitando e dando espaço para eu também amadurecer esse hobby que ao longo dos anos foi se tornando uma profissão", contou.

Em uma entrevista de 2022 à coluna Direto da Fonte, do Estadão, Ronald falou sobre esse apoio dos pais: "São meus maiores fãs. Assim como eles já fizeram, estou correndo atrás de um sonho". Na ocasião, ainda completou: "Me vejo trabalhando como DJ até os 70, 80 anos. Como não é esporte, não preciso me limitar. Se precisar, posso tocar sentado."

O empresário Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, conversou com jornalistas brasileiros minutos antes da abertura da 20° edição do Rock in Rio Lisboa, neste sábado, 15. Ao reafirmar que ajudou a construir o show business no Brasil quando lançou o Rock in Rio, em 1985, Medina disse que ainda tem vontade de surpreender o mercado e provar, sobretudo para uma nova geração, que é possível "fazer acontecer". "Recentemente, pedi para a minha equipe projetar um estacionamento para carros voadores para edição de 2026 do Rock in Rio. Por que não? Mesmo que ainda tenham poucos, vamos fazer", disse.

Medina ainda disse que trabalha em um projeto de transformar a Cidade do Rock brasileira em uma estrutura permanente, que possa atender à cidade em outros eventos.

"Podemos ter um mini shopping, hotel e teleférico, por exemplo". A descrição casa com o novo espaço em que a edição portuguesa ocorre neste ano, no Parque Tejo, que, em 2023, recebeu a Jornada Mundial da Juventude. O local fica próximo ao Parque das Nações, onde uma teleférico oferece uma vista panorâmica do Rio Tejo.

Toda essa estrutura extra música reforça a ideia de que os festivais precisam oferecer uma "experiência". "Mas é isso. O público não vai assistir apenas à banda, vai para ter essa experiência mesmo. Isso que será inesquecível para ele", disse Medina, sobre o que chamou de "estratégia da emoção" para atrair o público e fortalecer a marca.

"Você acha que o cara que viu a Madonna a 3km de distância na Praia de Copacabana ficou chateado com isso? Ele vai sempre se lembrar que estava lá", disse.

Questionado pela reportagem se os recentes cancelamentos das turnês que as cantoras Ivete Sangalo e Ludmilla fariam em estádios, que seriam produzidas pela empresa 30e, indicam algum problema no show business, Medina disse que o mercado da música está "normal".

"Não sei o que houve. Me parece que é uma empresa nova. O mercado está normal. Não aconteceu nada de extraordinário. Se a Ivete quiser, ela lota estádios no Brasil todo", disse o empresário.

Ivete se apresentará no Rock in Rio Lisboa no próximo dia 22 de junho, no segundo final de semana da edição lisboeta do festival.

Neste primeiro fim de semana, se apresentam bandas como Scorpions e Evanescense e os cantores Ed Sheeran e Jão. A expectativa de público é de 80 mil pessoas por dia.

*O jornalista viajou a convite do festival

Na última sexta-feira, 14, Anahí surpreendeu ao falar sobre o imbróglio judicial envolvendo a turnê Soy Rebelde Tour, do grupo RBD.

A cantora, abordada pela imprensa após um ensaio fotográfico, comentou sobre sua relação com o ex-empresário do conjunto, Guillermo Rosas, acusado de fraude monetária durante a turnê de reunião dos mexicanos, e de quem ela era amiga há 18 anos.

"O que posso dizer é que, como todo mundo, eu também quero clareza e que as coisas sejam colocadas em ordem para todos nós. Acho que isso é o que todos queremos e o que eu também quero", disse.

Anahí também afirmou estar aguardando o término de uma segunda auditoria sobre o caso, após a primeira ter determinado irregularidades na turnê que passou pelo Brasil em 2023.

A artista ainda celebrou o sucesso do reencontro do RBD. "Quando tomamos a decisão de fazer a Soy Rebelde Tour, fizemos isso com toda a alegria e amor do mundo para que eu estivesse junto novamente no palco. Eu não conseguia superar a emoção", contou, sem dar informações sobre uma possível sequência do projeto.