O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a soltura da extremista Sara Giromini, detida no Presídio Feminino do Gama, no Distrito Federal. Sara estava presa provisoriamente desde o dia 15 no âmbito das investigações sobre financiamento dos atos antidemocráticos. Ela deverá deixar a cadeia utilizando tornozeleira eletrônica e somente poderá sair de casa para trabalhar ou estudar, mantendo distância mínima de um quilômetro da sede do STF e do Congresso Nacional.

Com a medida cautelar, a extremista fica proibida de participar de atos ou manifestações que tem sido conduzidas pelo grupo que liderava, o 300 do Brasil. As medidas cautelares se estendem a outros cinco investigados do inquérito, que também foram detidos.

De acordo com o ministro, há risco à investigação e a necessidade de restrição à atuação dos integrantes do grupo com relação aos fatos investigados no inquérito. No entanto, seria suficiente a aplicação de medidas cautelares no lugar da prisão preventiva. Além da tornozeleira, a extremista também está proibida de manter contato com outros investigados, incluindo parlamentares, influenciadores e perfis virtuais que se tornaram alvo do inquérito.

“Todas as medidas deverão ser realizadas imediatamente”, decretou Moraes.

Mais cedo, os advogados da extremista apresentaram pedido junto ao STF para afastar Moraes do caso. A defesa acusa o ministro de abuso de autoridade e alega que ele está perseguindo a extremista. Sara está presa desde o último dia 15 e foi denunciada pelo Ministério Público Federal pelos crimes de injúria e ameaça, praticados de forma continuada, contra Alexandre de Moraes.

Após ser alvo de buscas no inquérito das fake news, em que também é investigada, Sara xingou e fez uma série de ameaças ao ministro, chamando-o para trocar socos. Além disso, prometeu perseguir e infernizar a vida dele, responsável por determinar a ação da Polícia Federal.

300 do Brasil. Antes da prisão, a extremista liderava um acampamento em Brasília que se chamava “300 do Brasil”.

O grupo está no alvo do inquérito por participação em suposto esquema de financiamento de atos antidemocráticos em Brasília. Em decisão, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a identificação do beneficiário de uma “vaquinha virtual” que arrecadou R$ 80 mil para o grupo.