O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 14, que irá à Brasília na semana que vem para protocolar pedido de R$ 350 milhões ao governo Jair Bolsonaro para obras contra enchentes.

"Farei um pedido de verba a fundo perdido (recursos não reembolsáveis pelo governo federal) para dar seguimento em obras de cinco piscinões em São Paulo e região metropolitana. Dependemos de recursos federais. As obras são caras e longas, precisam de ajuda no âmbito federal. Temos a certeza de que o governo federal não vai virar as costas aos brasileiros de São Paulo. É direito exigir que seja solidário ao Estado de São Paulo", disse Doria.

"Temos um outro projeto de construção do piscinão de Jaboticabal, esse já com recursos definidos pelo governo federal. Não é fundo perdido, é um financiamento para o piscinão que atenderá a região metropolitana de São Paulo", afirmou.

O governador, que estava nos Emirados Árabes durante o temporal que alagou a cidade no início da semana, disse que acompanhou de lá o problema. As fortes chuvas que caíram entre a noite de domingo, 9, e a manhã de segunda, levaram ao transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros e paralisaram São Paulo. Em todo o Estado, várias cidades também foram atingidas. Pelo menos 408 ficaram desabrigados, 1.528 desalojados e 7 pessoas morreram.

O vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia, afirmou que ações integradas são fundamentais pra minimizar a tragédia enfrentada durante as chuvas. "As mudanças climáticas estão atingindo as grandes cidades de surpresa. Difícil enfrentar a natureza em uma cidade como São Paulo, mas adotamos medidas para mitigar os danos", afirmou.

Questionado sobre o Governo do Estado ter investido apenas R$ 300 milhões de uma verba de R$ 759 milhões reservada para obras contra enchentes, Garcia disse que o recurso era irreal. "Esses R$ 700 milhões inscritos no orçamento de 2019 não existiam. Tínhamos um orçamento que não era real, investimos o dinheiro real", disse.

Doria afirmou que já foram liberados R$ 20 milhões para as cidades mais atingidas pelas enchentes.