A produção de aço bruto brasileira caiu 17,9% no primeiro semestre deste ano, alcançando 14,219 milhões de toneladas, contra 17,324 milhões de toneladas em igual período do ano passado. A queda foi atribuída aos 13 altos-fornos paralisados em função da pandemia do novo coronavírus, dos quais três retornaram à atividade, disse segunda-feira (27), em coletiva virtual à imprensa, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Foram paralisadas, também por conta da crise, oito aciarias e três laminações.

Nos seis primeiros meses de 2020, as vendas internas caíram 10,5%, com maior retração observada nos produtos planos (-14,5%), que envolvem chapas e bobinas para as indústrias automotiva e de transformação. Nos produtos longos, direcionados à construção civil, a queda foi 5%.

As exportações em volume somaram 6,147 milhões de toneladas, redução de 8,1% em comparação ao primeiro semestre do ano passado, enquanto as importações, com total de 1,044 milhão de toneladas, sofreram queda de 17%. O consumo aparente somou 9,316 milhões de toneladas, diminuição de 10,5% no período analisado.

Os dados apresentados pelo Instituto Aço Brasil revelam que a indústria do aço do Brasil se acha atualmente em patamar similar ao de 15 anos atrás. Devido ao processo recessivo, as variações acumuladas entre 2013 e 2019 são negativas em 22,9% nas vendas internas e em 25,1% no consumo aparente. Mello Lopes chamou a atenção que a análise de 2019 também evidencia queda em relação ao ano anterior de 8% na produção de aço bruto, 0,6% nas vendas internas, 8,2% nas exportações, 1,7% nas importações e 1,1% no consumo aparente.