A taxa de 0,71% registrada em janeiro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi o maior resultado para o mês desde 2016, quando a elevação foi de 0,92%. No mês de janeiro de 2019, o IPCA-15 tinha sido de 0,30%. Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses passou de 3,91% em dezembro para 4,34% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Carnes - A alta no preço das carnes perdeu força em janeiro, mas o item ainda foi o principal fator de pressão dentro da inflação medida pelo IPCA-15.

As carnes, que já tinham subido 17,71% somente em dezembro, ficaram 4,83% mais caras em janeiro, item de maior impacto no IPCA-15, uma contribuição de 0,15 ponto porcentual. Como consequência, o grupo Alimentação e Bebidas teve a maior variação em janeiro, alta de 1,83%, maior contribuição de grupo para a inflação, de 0,45 ponto porcentual.

O custo da alimentação no domicílio subiu 2,30% em janeiro, com pressões também das frutas (3,98%) e do frango inteiro (4,96%). Por outro lado, as famílias pagaram menos pela cebola (-5,43% e contribuição de -0,01 ponto porcentual).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,99%, influenciada por avanços no lanche (1,30%) e na refeição fora de casa (1,10%).

Habitação - As famílias brasileiras gastaram 0,14% menos com Habitação em janeiro, dentro do IPCA-15, o equivalente a uma contribuição negativa de 0,02 ponto porcentual, informou o IBGE.

A energia elétrica ficou 2,11% mais barata, o maior impacto individual negativo, -0,08 ponto porcentual no IPCA-15. Todas as regiões pesquisadas apresentaram variações negativas, que foram desde uma queda de 0,61% em São Paulo até um recuo de 4,46% em Fortaleza, onde houve redução da alíquota de PIS/Cofins.