O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira, 14, que deve existir "brecha" para aumentar o salário mínimo e garantir a recomposição da inflação do ano passado. Ele afirmou "a ideia" é garantir o aumento e que o assunto será decidido em reunião às 14 horas desta terça com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Vou reunir com Paulo Guedes agora à tarde. Acho que tem brecha para a gente atender aí. Porque a inflação de dezembro foi atípica, né, por causa do preço da carne. Vai ser duas da tarde despacho com Guedes para decidir esse assunto", comentou Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada.

Questionado se o governo deve recompor a inflação, Bolsonaro disse: "A ideia, no mínimo, é isso aí". O presidente falou que cada real elevado do mínimo tem forte impacto sobre o Orçamento, mas que "tem de recompor" este pagamento.

"A cada um real reunido, mais ou menos R$ 300 milhões no Orçamento. A barra é pesada. A gente não pode... apesar de ser pouco o aumento, R$ 4, R$ 5 reais, tem de recompor", declarou Bolsonaro.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) publicaram na segunda-feira, 13, Guedes deve dar sinal verde para elevar o valor do salário mínimo de 2020 e garantir a recomposição da inflação do ano passado.

O assunto foi tema de reunião do ministro com a equipe na volta ao trabalho após um período de férias de fim ano. O custo adicional deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.

O salário mínimo foi fixado em R$ 1.039, com alta de 4,1%. O ajuste ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC) de 2019, de 4,48%, que serve como base para correção do salário mínimo. Se for dado o mesmo índice sobre o salário mínimo vigente em 2019, o valor subirá para R$ 1.042,71.