Os 14 países que integram o Grupo de Lima se reuniram, nessa segunda-feira (25), em Bogotá, capital da Colômbia, para discutir sobre a crise na Venezuela e incluir o país no grupo. Os venezuelanos não serão indicados pelo presidente Nicolás Maduro, mas pelo autoproclamado presidente, o deputado Juan Guaidó.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu que todos reconheçam a legitimidade de Guaidó e anunciou novas sanções para inviabilizar economicamente o governo de Nicolás Maduro. Entre elas, medidas contra a estatal petrolífera da Venezuela, a PDV-SA.

Mike Pence prometeu repassar 56 milhões de dólares para os países da região que apoiarem Juan Guaidó.

Já o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, afirmou que a Venezuela vive um regime totalitário desde o governo de Hugo Chávez. E destacou a responsabilidade do Grupo de Lima para restaurar a democracia, por meios pacíficos.

No Twitter, Nicolás Maduro escreveu o seguinte: “O império e seus lacaios devem entender que na Venezuela reina a autodeterminação do povo. Resolvemos os problemas em união nacional, com o governo bolivariano que presido. Juntos pela Venezuela!”

A crise na Venezuela se agravou após a posse de Nicolás Maduro, em janeiro, que foi reeleito com 68% dos votos. A oposição não aceitou o resultado das eleições e convocou grandes manifestações. No dia 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou vago o cargo de presidente da República e se proclamou presidente em exercício, com base em um artigo da Constituição Bolivariana.

O mesmo artigo determina que o presidente em exercício tem 30 dias para convocar eleições gerais. O prazo terminou no sábado, quando Maduro desafiou Guaidó a provar que tem poderes de presidente e a anunciar eleições, o que não ocorreu até agora.