Dez pessoas foram presas quinta-feira (3) pela PF na Operação Rio 40 Graus. A pedido do MPF-RJ, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. De acordo com a PF, foram cumpridos dois dos três mandados de condução coercitiva que estavam previstos. Todos foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, houve a apreensão de armamentos, entre pistolas, fuzis, metralhadoras, espingardas e revólveres, dinheiro, obras de arte, veículos, relógios e joias. O material está sendo contabilizado e será periciado.
Entre os presos está o ex-secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, que exerceu o cargo na gestão do prefeito Eduardo Paes, e o representante do Ministério das Cidades Laudo Dalla Costa Ziani. Além da prisão preventiva de Alexandre Pinto e de fiscais de obras da secretaria, houve uma medida cautelar da 7ª Vara Federal para a condução coercitiva do ex-subsecretário de Obras, Vagner de Castro Pereira e do ex-presidente da Comissão de Licitação da Secretaria Municipal de Obras, Miguel Silva Estima.
Prefeitura
Por meio de nota, a prefeitura do Rio informou que recebeu “com indignação e preocupação a notícia do envolvimento de servidores na Operação Rio 40 Graus”. A administração municipal acrescentou que foi determinada a instauração de inquérito administrativo para apurar as responsabilidades dos funcionários envolvidos.
A prefeitura disse ainda que o ex-secretário de Obras, Alexandre Pinto da Silva, não exerce qualquer função na atual administração e que foi cedido à Câmara Municipal, ainda na gestão de Eduardo Paes, em 28 de dezembro de 2016.
Os servidores Alzamir de Freitas Araújo e Eduardo Fagundes de Carvalho foram exonerados imediatamente após a divulgação das informações da operação. Outro exonerado foi Carlos Frederico Peixoto Pires, que trabalhava na Fundação Rio Águas.