Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro afirmaram quinta-feira (3), que o esquema de cobrança de propinas em obras do estado - e que levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral - era replicado nas obras sob responsabilidade da prefeitura. 
Os procuradores ressaltaram que tanto o estado e a prefeitura eram comandados pelo PMDB. “A organização criminosa liderada pelo governador Sérgio Cabral de fato também se estendeu a outras ramificações do PMDB [no estado do Rio], inclusive mantendo o nome que se dava a propina cobrada, que era ‘taxa de oxigênio’”, disse o procurador da República Sérgio Pinel.
O procurador Rafael Barreto disse que as investigações - que pela primeira vez tem como alvo a prefeitura do Rio - foi possível após acordo de leniência da Carioca Engenharias, uma das empreiteiras responsável pela construção do BRT Transcarioca, trecho de ligação da Penha ao Aeroporto do Galeão. 
Deflagrada a partir de acordo de leniência assinado entre o Ministério Público Federal e empreiteira, a Operação Rio 40 Graus - conduzida pela Polícia Federal - visa desarticular um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina a servidores públicos nas esferas federal e municipal, em um esquema comandado pelo PMDB em obras do BRT Transcarioca e o do Programa de Despoluição da Baía de Jacarepaguá.