O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ontem (4) que o Rio de Janeiro depende da coordenação federal para lidar com problemas fiscais e com a situação da segurança, que, afirmou, “caminha para a convulsão social”.
“Infelizmente, hoje, a gente tem que dizer a verdade. O Rio de Janeiro precisa, sim, da coordenação federal. Nunca defendi a intervenção federal, mas a coordenação, tanto no ponto de vista fiscal como no ponto de vista de segurança, é fundamental a participação do governo federal”, disse Maia, que enumerou a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Regime de Recuperação Fiscal e a presença das Forças Armadas no Rio.
“Se existisse um instrumento de falência, talvez o Rio tivesse que declarar falência. É um déficit que, com a situação atual, é quase impagável”, disse.
O presidente da Câmara assistiu, ao lado de outros parlamentares, a uma apresentação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e de oficiais das Forças Armadas sobre ações desenvolvidas nas fronteiras como parte do enfrentamento ao crime organizado no país. A reunião foi na Escola Superior de Guerra, na Urca, zona sul da cidade. Maia defendeu que as fronteiras são fundamentais no enfrentamento à violência na cidade.
Drogas e armas
“A droga não é produzida aqui e a arma também não. Se não cuidarmos da fronteira, nunca teremos sucesso no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro”, opinou.
Maia contou ainda que uma pauta de discussão sobre a legislação que abrange a segurança pública está sendo construída para envolver secretários de segurança, administração penitenciária e justiça na Câmara. Ele ponderou, no entanto, que leis não podem resolver a situação do Rio no curto prazo.